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Pedro Santana Lopes ( PSL) anunciou que não será candidato à Presidência da República.

Distribui um comunicado em que diz:
“Não serei candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Tomei esta decisão, considerando os meus deveres enquanto Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e, também, as minhas responsabilidades profissionais“, justificou PSL, invocando igualmente como relevante a importância de manter a disponibilidade para a sua família. “Deixar a divulgação desta decisão para depois de 4 de Outubro nunca permitiria esclarecer uma provável dúvida desse teor“, sublinha, acrescentando que seja a decisão negativa “em nada perturba, nem mistura, só clarifica”.
Acho que PSL fez bem. Voltou a antecipar-se neste jogo do gato e do rato que está instalado na coligação PSD/CDS para escolha do seu candidato presidencial. 
Marcelo Rebelo de Sousa está à espera de ser o único candidato à direita do PS e terá a sua eleição garantida. Rui Rio aguarda o que se passar no dia 4 de Outubro. Rui Rio gostaria muito mais de ser líder do PSD ou Primeiro-ministro , a escolha para presidente da República no seu subconsciente é sempre uma segunda escolha. Está muito mais talhado para acção do que inacção ou um cargo simbólico de corta-fitas.
PSL fez bem porque não se pode arriscar a voltar a perder.A passagem pela chefia do governo foi uma lição não a entendo como uma derrota. Todavia a seguir perdeu a eleição para liderar o PSD e a CM Lisboa.
Se concorresse e perdesse, de novo, era o seu fim político. Ao não ir a jogo é uma decisão inteligente de sobrevivência e de resguardo.
Tem que ter a humildade de saber esperar e que o queiram de novo. Pela primeira vez não arriscou e não fez uma fuga para a frente. Agora está livre para tudo ou para nada, mas pressinto que Lisboa em 2018 pode tê-lo de volta. 
Ganhou fôlego e decidir o seu futuro como bem entender. Ganhou margem de manobra e não está refém de nada, nem do dia 4 de Outubro, nem de  putativos candidatos. PSL vai continuar por aí.
 
JJ

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Este ano há eleições legislativas e logo a seguir eleições presidenciais. Seria importante quem está no sistema político, principalmente os partidos que têm alternado no poder: PSD e PS abrissem mão do seu excessivo poder e permitissem a regeneração da democracia.

Abertura a deputados independentes, listas abertas na elaboração das listas partidárias, simplificar os procedimentos para candidatos independentes a juntas de freguesia e câmaras municipais, permissão de formação de novas formações políticas sem os habituais entraves que levam à tentativa de qualquer veleidade ou sonho de mudança.

Pelas sondagens o sistema político vai continuar bipartido entre o PSD e o PS, mas longe de maioria absoluta, sendo necessário aprender a fazer acordos. Os partidos novos à esquerda não dão sinais de grande votação: Livre e PDR. Em Portugal não é previsível algo como o Syriza ou o Podemos.

Todavia, já tivemos a nossa oportunidade de mudança com o PRD, sob o patrocínio de Ramalho Eanes, propondo a moralização da vida política mas esboroou-se. A sociedade civil leva anos solicitando reformas no sistema político e eleitoral e, leva também anos sentindo-se envergonhada com intermináveis notícias de casos de corrupção que afectam os principais partidos: PS e PSD – escandalizando pela sua organização e persistente impunidade.

Temos que meter na cabeça da nossa classe política, o credo da mudança. A dificuldade de mudança lembra os que diziam que a Terra era redonda: Galileu Galilei através de observação confirmou a descoberta de Nicolau Copérnico. Contudo foram perseguidos pela inquisição. Mete-me impressão e faz-me alucinar que, tudo está bem e nada muda, ou pouco muda para ficar tudo na mesma. Por outro lado rejeita-se o evidente.

A sociedade civil exige uma mudança, o problema da nossa democracia é que há nos partidos bandas organizadas para se manterem no poder, controlar os dinheiros públicos e a sua distribuição e respectivos lugares. Temos que ser cidadãos e não súbditos e participar nas decisões colectivas É necessário pessoas sensatas, honradas e honestas dispostas a mudar as coisas.

Estamos fartos de estar fartos, fartos que não escutem os cidadãos e nada mude. São sempre os mesmos que procuram renovar-se a si mesmos. É saudável para a democracia que apareçam novas caras e que contribuam para a regeneração política, social, democrática e económica.

A necessidade de uma regeneração urgente, um discurso credível e a capacidade de pregar com o exemplo. Temos que fazer uma auditoria à nossa democracia a todos os níveis: como estamos organizados; quantas pessoas estão na política com remuneração; como está distribuída; quantas são as suas competências. Em função disso tomar medidas para reposicionar reformulação e organizar melhor. No fundo para gerir melhor.

Estes são os elementos necessários para voltarmos a acreditar na política. Todavia há algumas questões importantes a salientar. Na nossa democracia ainda não apareceu uma verdadeira alternativa. Por outro lado, o problema secular dos portugueses avessos à mudança.

JJ

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Jorge Mendes

06.08.15

 

 

Jorge Mendes, o maior empresário de futebol mundial, é português o que é uma honra para o nosso país. É um homem que subiu na vida a pulso, um "self made man" que representa os melhores jogadores mundiais e dois ídolos nacionais: José Mourinho e Cristiano Ronaldo.

No fundo, é um exemplo para os portugueses, um vencedor nos negócios. Merece ser feliz, ter tudo e casar quando entender. Todavia o futebol não comanda o mundo e nem tudo tem que parar por causa do futebol.

Recordo-me de um dia ter ido ver um jogo de futebol - Braga-Porto -, tendo ficado num hotel perto do estádio. No dia do jogo, umas horas antes queria descer pelo elevador. Todavia, não o pude fazer, fui informado que os adeptos estavam nas imediações da entrada do hotel e queriam à viva força estar com os jogadores do Porto e tirar autógrafos. O director do Hotel decidiu parar o elevador como forma de os jogadores não serem interpelados, esquecendo-se dos outros hóspedes que nada têm que ver com aquela algazarra, tendo que descer e subir pelas escadas.

Fui reclamar que não há o direito de restringir um elevador devido a jogadores de futebol e que tinha direito a descer do 10.º andar pelo elevador e não pelas escadas. Paguei o meu alojamento, tenho direito a usufruir das instalações do referido hotel e a não ser importunado.

Isto vem a propósito, que o mundo não gira nem pode girar à volta do futebol. Eu sei que o futebol e os seus jogadores geram muito dinheiro, mas a nossa vida não é só dinheiro, tem que se pautar por outro tipo de valores. Um cientista que descobre algo para bem da humanidade ou um cirurgião que salva vidas merecem tanto ou mais destaque do que alguém que é bom na arte (negócio) de dar uns chutos numa bola.

No casamento de Jorge Mendes acho inaudito restringir e vedar o tráfego nas zonas circundantes, transtornando a vida pacata de quem vive ali. Mais parecia algum estadista importante em que estava em causa o interesse público!

Não entendo porque não posso entrar com o carro na minha casa para a minha garagem devido a um casamento. Toleraria pontualmente e no estritamente necessário pela presença do Presidente da República ou Primeiro-ministro por razões de segurança.

Para além desta polémica o gasto sumptuoso para a boda, desde o aluguer dos jardins de Serralves por 100.000€, a pagar alojamento aos seus convidados, etc. As zonas verdes e a casa de chá o acesso ficou vedado para a boda, somente se podia ir ao museu, restaurante e biblioteca. Serralves é uma fundação privada com apoios públicos, deste modo, é para uso de todos e não só de quem tem dinheiro.

José Mourinho foi um dos convidado de honra que não compareceu por ter que disputar a Community Shield de Inglaterra (o seu Chelsea jogou com o Arsenal e perdeu por 1-0). José Mourinho tinha-se insurgido há tempos contra os elevados ordenados de Casillas e Jorge Jesus dizendo que, «Portugal é um país em apuros, as pessoas estão a sofrer muito». Entendo o que disse como forma de atingir Casillas e Jorge Jesus, pelos quais não morre de amores. Mas acerta na sua análise e na complicada situação económica que se vive Portugal, em que estivemos sobre resgate desde 2011, com problemas sociais, políticos e económico graves. Problemas com as pensões, impostos altíssimos e desemprego elevado.

Uma festa deste tipo é ofensiva nos tempos que correm, num país pobre como Portugal. Recato e discrição exige-se mesmo para quem tem muito dinheiro e o pode gastar à grande e à francesa. Fica mal e é de mau tom. As pessoas também se distinguem na forma como gastam o dinheiro que possuem.  

Evidentemente que o comum dos mortais nunca teria assim um casamento, pois não tem este dinheiro todo, nem conhece convidados da realeza do futebol. Não se trata de inveja ou ciúme. Infelizmente o dinheiro não compra maneiras e saber estar.

Como em tudo na vida não se sabe onde começa o afecto ou o negócio. Desta vez Jorge Mendes, em vez de ganhar, investiu nas boas relações que tem com a maioria dos jogadores, treinadores e presidentes de clubes de futebol.

JJ

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