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Este ano há eleições legislativas e logo a seguir eleições presidenciais. Seria importante quem está no sistema político, principalmente os partidos que têm alternado no poder: PSD e PS abrissem mão do seu excessivo poder e permitissem a regeneração da democracia.

Abertura a deputados independentes, listas abertas na elaboração das listas partidárias, simplificar os procedimentos para candidatos independentes a juntas de freguesia e câmaras municipais, permissão de formação de novas formações políticas sem os habituais entraves que levam à tentativa de qualquer veleidade ou sonho de mudança.

Pelas sondagens o sistema político vai continuar bipartido entre o PSD e o PS, mas longe de maioria absoluta, sendo necessário aprender a fazer acordos. Os partidos novos à esquerda não dão sinais de grande votação: Livre e PDR. Em Portugal não é previsível algo como o Syriza ou o Podemos.

Todavia, já tivemos a nossa oportunidade de mudança com o PRD, sob o patrocínio de Ramalho Eanes, propondo a moralização da vida política mas esboroou-se. A sociedade civil leva anos solicitando reformas no sistema político e eleitoral e, leva também anos sentindo-se envergonhada com intermináveis notícias de casos de corrupção que afectam os principais partidos: PS e PSD – escandalizando pela sua organização e persistente impunidade.

Temos que meter na cabeça da nossa classe política, o credo da mudança. A dificuldade de mudança lembra os que diziam que a Terra era redonda: Galileu Galilei através de observação confirmou a descoberta de Nicolau Copérnico. Contudo foram perseguidos pela inquisição. Mete-me impressão e faz-me alucinar que, tudo está bem e nada muda, ou pouco muda para ficar tudo na mesma. Por outro lado rejeita-se o evidente.

A sociedade civil exige uma mudança, o problema da nossa democracia é que há nos partidos bandas organizadas para se manterem no poder, controlar os dinheiros públicos e a sua distribuição e respectivos lugares. Temos que ser cidadãos e não súbditos e participar nas decisões colectivas É necessário pessoas sensatas, honradas e honestas dispostas a mudar as coisas.

Estamos fartos de estar fartos, fartos que não escutem os cidadãos e nada mude. São sempre os mesmos que procuram renovar-se a si mesmos. É saudável para a democracia que apareçam novas caras e que contribuam para a regeneração política, social, democrática e económica.

A necessidade de uma regeneração urgente, um discurso credível e a capacidade de pregar com o exemplo. Temos que fazer uma auditoria à nossa democracia a todos os níveis: como estamos organizados; quantas pessoas estão na política com remuneração; como está distribuída; quantas são as suas competências. Em função disso tomar medidas para reposicionar reformulação e organizar melhor. No fundo para gerir melhor.

Estes são os elementos necessários para voltarmos a acreditar na política. Todavia há algumas questões importantes a salientar. Na nossa democracia ainda não apareceu uma verdadeira alternativa. Por outro lado, o problema secular dos portugueses avessos à mudança.

JJ

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