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O mais saliente que se passou no futebol em 2015 foi os vários escândalos de corrupção. Em vez de serem atletas os protagonistas como: Leo Messi; Cristiano Ronaldo; Barcelona; etc.. O grande protagonista e vencedor do futebol em 2015 foi a corrupção.

Felizmente que os poderes públicos personificados na figura da Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch conseguiu confissões de dezenas de executivos da FIFA.

A FIFA é um poder dentro do próprio poder. A FIFA parece um Estado dentro de um Estado democrático, em que não se cinge às suas leis. Eleições e nomeações passam sempre pela fraude e cambalachos.

Os chefes maiores do futebol: Joseph Blatter (FIFA) e Michel Platini (UEFA) foram suspensos das suas funções.

Blatter deu 1,8 milhão de euros pelo trabalho realizado por Platini para a FIFA entre 1998 e 2000, mas foram pagos onze anos depois, em que levou à investigação e subsequente punição.

Mas a corrupção infelizmente não foi só no futebol. Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) foi-lhe imputado vários delitos de suborno, acusado de solicitar dinheiro (1,5 milhões de euros), às autoridades russas para esconder as análises positivas de atletas russos antes dos jogos de Londres.

É fundamental haver mecanismos de controlo e inspecção no desporto. A transparência é fundamental.

Joseph Blatter, presidente da FIFA, foi afastado do futebol durante oito anos, mas deveria ser para sempre. A autonomia do futebol não lhe dá o direito de fazer o que lhe apetece e acima de uma Estado de Direito. Joseph Blatter procedia como se o futebol fosse algo acima da lei e gerido pelo seu capricho e a seu bel-prazer.

Já tinha tropeçado várias vezes e estava na FIFA desde 1975, foi o delfim de João Havelange. Suspeito de corrupção e investigado pelas autoridades há vários meses, viu o Comité de Ética da FIFA, correr com ele.

Os dirigentes do futebol faziam alarde do seu poder, gostavam de se tornar notados e de fazer ouvir, eram recebidos como chefes de Estado, parecendo viver num mundo à parte. Michel Platini nunca foi muito simpático e cordial com Portugal, não tenho pena nenhuma. Sempre achei que a designação dos locais para a realização de europeus, mundiais eram um jogo de interesses que metia muito dinheiro.

Por outro lado as votações para o melhor jogador eram e são verdadeiros cambalachos. O futebol tem muito pouco de desporto e muito de economia e negócios. O que é pena! O dinheiro não pode comprar a beleza do futebol.

Espero que, em 2016 a autonomia do desporto seja substituída por uma verdadeira liberdade de associação e de escolha.

A autonomia do desporto conquista-se por uma conduta responsável, não se pode dar liberdade e autonomia a organismos corruptos. A sociedade não o entenderia, muito menos, com as verbas avultadas envolvidas neste tipo de actividade.

Qualquer tipo de desporto deve-se submeter às leis de um país democrático como qualquer organização, associação ou cidadãos em geral. Não deve haver excepções, para que escândalos como este não voltem acontecer.

JJ

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