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A partir de 2008 o cenário de exclusão, pobreza, desemprego e precariedade laboral começou acentuar-se gerando desigualdades sociais. Este cenário já estava instalado na sociedade portuguesa mas disparou com a crise económica.

Tínhamos a ideia que isso era assunto de imigrantes ou gente sem cabeça, estávamos muito ocupados, desfrutando de anos de aparente riqueza e de consumo desenfreado que nem demos conta desta situação alarmante. Já havia muita desigualdade encoberta.Nas próximas eleições legislativas é crucial esta situação assumir prioridade para os partidos políticos, para além da regeneração do sistema político. Quem o fizer sairá beneficiado. 

Todos nós estamos conscientes que este panorama de autêntica emergência nacional exige mudanças na política económica e social ou poderá haver uma ruptura social com consequências graves.É necessário oferecer um pouco de esperança a quem foi mais atingido por esta crise. O empobrecimento, causado por esta crise e cortes sociais levados a cabo nos últimos 6 anos, poderá tornar-se irreparável.Os países da U.E. levam vários meses debatendo sobre as políticas de austeridade para estabilizar as contas públicas, mas terão causado males maiores sobre as populações desses países, tendo à cabeça Portugal. 

A Grécia com a vitória do Syriza põe em causa esta política.Nos E.U.A. defende-se que para lutar contra a pobreza é necessário criar riqueza e centrar a economia no crescimento, que permite redistribuir e corrigir as desigualdades.As desigualdades em Portugal estão absolutamente associadas ao desemprego e instrução.Em Portugal a desigualdade parece um problema crónico e muitos portugueses têm passado muito mal. 

Os empregados com vínculo e pensionistas conseguem afrontar a crise com algumas garantias. Porém os desempregados, empregados temporários e os precários têm muito mais dificuldade. Este grupo que cresceu de forma espectacular nos últimos anos.Antigamente ter um emprego era sinal de melhoria de vida e sair da dependência, mas actualmente ter um emprego precário não é sinónimo de muita melhoria de vida.

O aumento da desigualdade e da pobreza devem-se a vários factores: aumento do desemprego; cortes na proteccção social; desgaste dos mecanismos de protecção familiar; desigualdades territoriais; economia paralela; fraude fiscal.

É preciso lutar contra a pobreza, implementar políticas públicas de ajuda às famílias, lançar novas políticas públicas de criação de emprego, recuperar os serviços sociais públicos que se perderam pelos cortes levados a cabo.Todas estas medidas devem ser acompanhadas por uma nova política fiscal sustentável, progressiva e equitativa, unida à luta contra a fraude fiscal.Guilhermo Fernández  Maíllo (sociólogo e membro da equipa de estudos da Cáritas espanhola) diz: «entrar na exclusão social é muito fácil mas sair dela é muito difícil quase impossível». Por outro lado as desigualdades podem colocar em perigo a própria democracia e o sistema político vigente. Estou de acordo com o que diz Adela Corina  (filósofa espanhola e professora universitária de Ética): «chegamos a um nível excessivo de desigualdade que não só é injusto, mas também põe em perigo a democracia».

JJ

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