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Nesta época atípica quer da política quer do futebol. Em que um candidato presidencial nos EUA, como Donald Trump concorre à Casa Branca dizendo mais dislates que os seus antecessores todos juntos. Esta semana, acabou de ser eleito Sadiq Khan,um muçulmano para "mayor" de Londres.

Em Espanha o Podemos continua a marcar agenda política com o seu sensacional resultado e a impedir que haja um governo em Espanha. Em França a Frente Nacional está em vias de dominar o espectro político francês. Em Portugal o BE tem surpreendido com as suas performances no feminino.

No futebol português, já há muitos anos que o Sporting não dava um rugido tão grande, estando na luta pelo título até ao fim. Em Espanha o Atlético de Madrid está na final da Liga dos Campeões depois de vencer o Barcelona e o Bayern de Munique. Lutou quase até ao fim, taco-a-taco pela liga espanhola. Em Inglaterra contra todas as previsões o Leicester City venceu a Premier League inglesa.

Rompe-se a ordem estabelecida e contra todos os prognósticos, numa clara demonstração que no futebol a sorte nem sempre está determinada nem comprada.

Na política triunfam os indivíduos e os partidos que menos se espera graças à sua própria luz, mas também ao cinzentismo dos seus rivais.

O Leicester em Inglaterra é o exemplo paradigmático do insólito que foi esta façanha. Uma coisa é ganhar um jogo ou uma eliminatória, outra, bem mais difícil, é vencer uma competição com 38 partidas em que é necessário demonstrar uma consistência e solidez impressionantes. No seu jogo comandado por Claudio Ranieri sobressaiu a disciplina, a garra e a solidariedade.

Mas o êxito do Leicester foi o fracasso de equipas como Manchester United, Arsenal, Manchester City e Chelsea. Teoricamente eram mais fortes mas não o demonstraram em campo. Os seus jogadores jogaram sem garra e parecia que estavam a jogar juntos pela primeira vez.

Em Portugal o Sporting demonstrou vontade e querer vencer. O Porto demonstrou uma pálida imagem do que tem sido nos últimos anos.

Em Espanha o Barcelona na hora da verdade claudicou e deu uma imagem pobre do que é capaz. Messi deixou de ser o desequilibrador e Neymar, apesar de somente ter 24 anos, parece querer seguir os maus exemplos dos brasileiros Ronaldo e Ronaldinho, dedicando-se a jogar mais fora do campo que dentro.

O Real Madrid com Zidane redefiniu-se, repensou-se e modificou-se, mas não é o mesmo de Ancelotti.

O Atlético de Madrid é a versão turbo do Leicester, ainda com mais disciplina, garra e solidariedade. Não deslumbra mas o seu coração leva-o quase ao céu.

Estamos numa época atípica em que deslumbra quem não se espera. Quer na política quer no futebol é emocionante o que se está a passar.

Vivemos uma época de magnífica imprevisibilidade e de mudança.

JJ

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