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O Clube dos Pensadores ( CdP) no seu 98.º debate, recebeu o candidato presidencial Henrique Neto que começou por agradecer ao seu fundador Joaquim Jorge, a oportunidade de debater algumas ideias e da interacção com as pessoas. Henrique Neto deu uma aula como se deve ser um Presidente da República na sua perspectiva. O debate girou muito à volta de no futuro haver um governo da coligação (PSD/CDS) ou um governo de maioria de esquerda (PS , PCP , BE) .

Foi uma sessão animada em que os presentes uns defendiam um governo PSD/CDS e outros um governo PS , PCP e BE. Por isso foi um debate vivo e polémico. Foi um bom exercício de cidadania e como se deve comportar um Presidente da República. Em que Henrique Neto, não tomando partido, disse que as duas posições serão legítimas no quadro constitucional e daria posse a qualquer governo que tivesse uma maioria estável.

Diz que a crise que estamos a viver desde 2007/2008, tem causas objectivas e previsíveis que no seu entender, após o 25 Abril, Portugal, nunca teve uma estratégia para o futuro, não sabe para onde vai e limitou-se à cultura europeia convencendo-se que era apenas um país europeu. Nas privatizações criámos grupos económicos ineficientes. A aposta foi apenas na mobilidade interna, quando precisávamos de mobilidade externa marítima e ferroviária. O grande endividamento foi feito em obras públicas e por vários interesses a nível político e não pensadas como necessárias. Tudo isto se tornou insustentável. Defende que a solução começa por apostar numa estratégia euro-atlântica e numa logística externa.

Quanto às legislativas e a situação atual, Joaquim Jorge pergunta diretamente a Henrique Neto: “se fosse Presidente da República daria posse a um governo PS com apoio de incidência parlamentar da esquerda?” Como resposta, diz que que um Presidente da República terá que dar poder a quem tiver a maioria parlamentar, que devemos privilegiar a democracia e que não pode aceitar que a vontade de quem votou não seja válida. Não entende como é que o Presidente da República diz que “já sei o que vou fazer, mas não digo”.

Afirma que todos nós deveríamos saber as convicções de Cavaco Silva, de Pedro Passos Coelho e do António Costa e que já deveríamos saber antecipadamente o que fazer em determinadas circunstâncias. Não temos estratégia mas excesso de tática e que temos muitas conveniências pessoais e de grupos partidários em vez de conveniências nacionais. Diz também que o dever do Presidente da República é dar a conhecer todos os aspetos que afetem a vida dos portugueses apesar das limitações constitucionais. Quanto à sua candidatura até Belém, afirma que irá no “comboio até ao fim” e que só dependerá da vontade dos eleitores.

Uma sala cheia em que assistiram ao debate à volta de uma centena de pessoas e via online em directo a partir do blogue do Clube mais de cinquenta pessoas.

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