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O sistema político precisa de ser reformatado, precisa de ser inovado e melhorado. Reinicializar a política e o sistema político é difícil mas não impossível. Para mudarmos Portugal temos que fazer um reset na política. Eu sei que é difícil chegar ao céu sendo político.

O mais urgente é pôr fim à corrupção que é o maior obstáculo no actual momento. A corrupção é obscena do ponto de vista ético e subverte o funcionamento dos partidos políticos e consequentemente a própria democracia. Destrói a confiança nas instituições, distorce os processos eleitorais e desincentiva à participação. É preciso libertar a sociedade e os cidadãos desta parede blindada que é todo o tipo de corrupção que obsta ao pleno progresso e à nossa liberdade. Somente com uma justiça eficaz iremos a algum lado. A regeneração da democracia passa por acabar com a partidocracia, um modelo que ameaça seriamente a divisão de poderes e permitiu aos partidos a colonização do Estado. A divisão de poderes é garantia de liberdade. Os partidos consideram, o que é público, património próprio. O controlo da administração pública mediante cargos de confiança que designam em detrimento do mérito e capacidade. No fundo repartem o espólio a seu bel-prazer.

Procuram domesticar a sociedade mediante ajudas, subvenções, licenças e permissões no âmbito das empresas, associações, cultura e meios de comunicação social.

Montesquieu dizia, «o poder de freio para outro poder». Mas este princípio mudou, a partidocracia quer um poder sem freio e o pacto tácito por interesses mútuos dos partidos maioritários faz com que nunca se proceda a esta reforma. Fazem todo o possível para que nada mude. O velho conceito da política: favores, eu dou-te uma coisa e tu dás-me outra, não ter em conta o país e os cidadãos.

A verdadeira regeneração da democracia é ser honesto e com o exemplo. A verdadeira regeneração prefere os valores ao tacticismo e começa na alteração do sistema político, das leis eleitorais, acabar com políticas ideológicas, portas giratórias de lugares entre PS e PSD, instituições democráticas e não partidárias, recuperação económica justa, refundação do Estado de bem-estar, etc..

O surpreendente é os líderes políticos tradicionais pensarem que podem continuar a comportar-se como sempre. Olof Palme dizia, «que os direitos da democracia não podem estar reservados a um grupo selecto da sociedade, mas sim a todas as pessoas».

As eleições legislativas estão à porta depois das férias de Verão. Os portugueses vão ser chamados a votar, devemos ter cuidado nas escolhas que fazemos quer nos partidos quer nos governos, e o grau de exigência fosse o devido e não o mal menor.

JJ

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