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Ponderei antes de escrever este artigo, pois é um artigo a falar de mim e do Clube dos Pensadores (CdP) que fundei em 2006. E, falar em causa própria pode ser entendido como promoção, presunção ou vaidade.

Promoção do CdP, não o é com certeza, pois os senhores jornalistas divulgam e noticiam amplamente tudo que é feito com eco nacional. O CdP, como diz o meu amigo Mário Russo (professor do PVC), “o Clube dos Pensadores já é uma marca”. No meu dia-a- dia apercebo-me de tal facto. Todavia, segundo João Vasco Almeida (jornalista) escreve na missiva enviada ao Clube, “o que Joaquim Jorge conseguiu nos últimos nove anos já é parágrafo na História do país”. Acho de mais e não tenho essa noção.

Presunção, mostrando uma opinião (excessivamente boa) em público acerca do CdP, não o vou fazer mas falar unicamente do 9.º aniversário. E, vaidade por falar num artigo de opinião do que faço, não é o caso, porque não tenho uma ideia exageradamente positiva do CdP. Deste modo não serei fátuo.

Neste 9.º aniversário em que esteve presente Miguel Cadilhe. Convidei-o, por não estar na política activa, pela sua lucidez, ter sido um dos melhores Ministros das Finanças das últimas quatro décadas e ser um resistente do Porto. Tem a chancela de qualidade intelectual, económica, profissional e técnica. É militante do PSD, mas um outsider da política partidária, o que não significa que se demita de uma intervenção cívica. Talvez por isso é que tenha estado no aniversário do CdP.

O debate foi brilhante, informal e surpreendente pela postura de Miguel Cadilhe. Miguel Cadilhe tem uma imagem distante, sisuda e raramente se ri em público, todavia mostrou-se descontraído, informal e divertido, não deixando de falar de coisas sérias com um timbre que ecoou na sala. Escolheu um tema querido ao CdP, "a democracia". Esta crise actua como uma lupa, em que mostra os defeitos da democracia que já existiam, mas não se tinha a exacta percepção. A resposta a esta crise está entrelaçada: a resposta para a saída da crise está na política e nos políticos, mas por sua vez a política e os políticos estão em risco pelo descrédito e má imagem na opinião pública. A nossa democracia está num processo de expectativas defraudadas e de frustrações acumuladas.

Aproveitei o ensejo para prestar uma homenagem: à educação; à oposição; ao jornalismo; ao CdP. Convidei para usar da palavra respectivamente Filinto Lima (vice- presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas), Firmino Pereira (líder do PSD em Gaia); João Vasco Almeida (jornalista da extinta revista Focus) e Miguel Azevedo Brandão (advogado e membro do CdP).

Fi-lo porque o Clube, para além de promover cidadania e participação cívica, faz pedagogia cívica. Chamar à atenção, lançar alertas e lembrar a importância de certas coisas e decisões. Procuro denunciar e que se tome consciência.

Um país não vai a lado nenhum sem educação. Não existe democracia sem oposição. Não existe democracia sem liberdade de imprensa e bom jornalismo. O Clube dos Pensadores já representa algo na cidadania e participação.

No final várias pessoas abordaram-me que repararam que não estava ninguém presente da Câmara Municipal de Gaia.

Eu respondi: por vezes aparece alguém, por exemplo, Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal da Câmara de Gaia ou a vereadora Mercês Ferreira. Mas o CdP não convida ninguém para estar presente, limitando-se a convidar o convidado de honra. A entrada é livre e gratuita, quem quiser aparece.

Antigamente nas sessões de aniversário, Luís Filipe Menezes enviava sempre um representante da autarquia de Gaia para assistir, porém este executivo, nem se dignou enviar uma missiva a felicitar e dar os parabéns como é de bom-tom e manda a boa educação.

A Câmara de Gaia considera provavelmente o Clube dos Pensadores que eleva bem alto o nome de Gaia, algo hostil, adverso, contrário e ameaçador.

É compreensível, tenho criticado inúmeras vezes a Câmara de Gaia, sempre pelo bem de Gaia. As críticas são entendidas por este executivo como ataques pessoais. Todavia, o CdP não precisa e é superior a isso. Relativiza essas atitudes e comportamentos. Quem o CdP queria que estivesse , estava lá. Não vive do erário público , é livre e independente. As acções ficam com quem as praticam.

O que interessa é que foi um serão memorável, vivido por quem esteve presente. O resto são peanuts.

A Humanidade é um cabo-de-guerra entre aqueles que querem tudo e as pessoas que tentam defender o melhor. Em Gaia, e quem manda actualmente, passa-se um pouco assim.Quem está à frente dos destinos de Gaia, ainda não percebeu bem a força do CdP e o que ele representa. Não perceberam que será melhor não o hostilizarem e respeitarem a sua idiossincrasia.

Ou, por este andar, teremos que ponderar realizar as nossas iniciativas, noutra cidade, em que sejamos mais bem acolhidos. Enquanto estiver este executivo autárquico do PS na Câmara de Gaia, ao estilo de secar tudo à sua volta como um eucalipto e querer o protagonismo todo para ele.

JJ

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