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PSD de GAIA

27.02.15

 

 



Actualmente quem está à frente da concelhia do PSD de Gaia é Firmino Pereira, um social-democrata de longa data que esteve no executivo durante 16 anos do ‘reinado’ de Luís Filipe Menezes e um dos maiores responsáveis pelas vitórias do PSD local.

Tem a difícil tarefa de fazer oposição ao PS, que venceu com uma maioria relativa, apesar de ter todas as condições depois da saída de Luís Filipe Menezes de se afirmar politicamente. Todavia ficou-se por uma vitória que soube a pouco. Ficou a ideia que - se o PSD tem apresentado outro tipo de candidato e não se tem envolvido nas trapalhadas, pela sucessão e saída de Menezes, mais a fuga de Marco António Costa com medo de ir a votos, estando na politica activa sempre por nomeação nunca por eleição - o PSD poderia ter vencido.

Aqui começa o busílis da questão. O PSD se quer voltar a liderar Gaia tem que modificar a sua forma de actuar e de estar perante este executivo. O PS depois de vencer as eleições procurou fazer uma OPA à oposição, a troco de estabilidade e lugares remunerados, incorporando os vereadores de Guilherme Aguiar (três) e do PSD (um). Deste modo deixou de haver oposição, pois resume-se a dois vereadores do PSD, em que está Firmino Pereira.
Está na hora de se construir um projecto alternativo e de afirmação de uma concelhia que tem mais de 5000 militantes sendo muito importante numas eleições, em que o líder é eleito por um universo que anda à volta 30.000 militantes. Firmino Pereira tem que deixar de ser o homem dos bastidores e que fica atrás, afirmar-se politicamente pelo seu passado e pelo que representa hoje em dia para o PSD.

O PSD em Gaia perdeu o Pai (Luís Filipe Menezes) e o tio (Marco António Costa), mas pode ter alguém da família que nunca foi muito tido em conta, mas que esteve sempre presente nas horas boas e más, e se torne um patriarca (Firmino Pereira). A primeira coisa a fazer é o vereador do PSD passar para a oposição, estando unidos os três vereadores do PSD. Aos olhos dos gaienses não se pode fazer oposição credível tendo um vereador no executivo. A política tem que ter consequências e tomadas de posição exemplares.

De seguida, chamar todos os militantes do PSD que nas últimas eleições estiveram com o independente Guilherme Aguiar por descontentamento com o desenrolar dos acontecimentos. Ser abrangente, congregador e incorporá-los num novo projecto de futuro, e o mais importante ouvi-los.
À oposição interna liderada por Pedro Sousa fazer um approach de convivência e partilha de ideias e posições concertadas para revigorar o PSD.
Fazer auto-crítica e reconhecer que todo o PSD é culpado do ocorrido nas eleições autárquicas de 2013.
Por fim, escolher o próximo candidato à Câmara Municipal Gaia para construir um novo projecto de futuro.

Esta é a tarefa hercúlea que Firmino Pereira tem pela frente: acolher os dissidentes, unir o PSD, aliciar independentes, escolher o próximo candidato à Câmara de Gaia para construir um novo projecto de futuro.
Ao fim de ano e meio de mandato do PS, o PSD não pode pactuar com o PS, podendo mais tarde ser acusado de conivente com políticas que não concorda. O PS em Gaia, no qual votei pensando que seria uma lufada de ar fresco, segue uma linha com a qual não estou de acordo – segundo o escritor americano Norman Vincente, “o mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica”.
A verdadeira revolução do PSD é ser honesto, fazer uma oposição construtiva e marcar as diferenças, afastar-se de um passado nebuloso, enaltecer o que for bem feito, não pactuar com lugares e cargos. No fundo, ser uma pessoa de bem e com coluna vertebral.
Estar aberto ao regresso de Luís Filipe Menezes, mas não a qualquer preço e se este vier por bem, com humildade, que se submeta a uma catarse de reconhecimento de erros cometidos, seja conciliador, acolhedor, recomece do zero, sem espaventos de triunfalismo e no quero posso e mando e estou acima de tudo e de todos.
Se Menezes, porventura, resolver os seus problemas, terá que passar por um cura de sensatez, despretensiosismo, discrição, modéstia, recato e simplicidade. E, o mais importante sem o habitual entourage, como dizia Santo Agostinho (filósofo e teólogo), “prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me elogiam porque me corrompem.”

Se tal não acontecer mostrando que está igual, a opção passará pelo próprio Firmino Pereira ou alguém que ele escolha de Gaia vinculado ou não ao PSD.

O PSD precisa de um tempo novo, em que tudo mude, mas que não o seja para ficar tudo na mesma. O PSD tem que combater de uma vez por todas o que dizia François de La Rochefoucaud (moralista francês), “por vezes supomos odiar a bajulação, mas só odiamos a maneira de bajular”.

JJ

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