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Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores (CdP) convidou Ana Drago e Daniel Oliveira  para estarem presentes, dia 10 de Novembro, pelas 21:30, no Hotel Holiday Inn em Gaia.

 

Ana Drago é socióloga, foi deputada na Assembleia da República e dirigente do BE, mas recentemente demitiu-se do BE e renunciou ao lugar de deputada da Assembleia Municipal de Lisboa, alegando divergências com o BE.

 

Daniel Oliveira jornalista e fundador do BE, écolunista dos jornais Expresso e Record, e participa no programa da SIC Notícias O Eixo do Mal . Abandonou o BE em 2013 por discordar das últimas opções políticas do BE. 

 

A Fórum Manifesto é uma corrente fundada por Miguel Portas que se desvinculou recentemente do BE, a qual integra  Ana Drago e Daniel Oliveira e querem fazer parte de uma solução e admitem convergências com os partidos de esquerda disponíveis. 

 

Deste modo  a Fórum Manifesto vai em coligação com o partido Livre às próximas eleições legislativas . O partido Livre que integra Rui Tavares teve nas últimas  eleições  europeias 70 mil votos o que permite acalentar a esperança de um bom resultado em próximo acto eleitoral.

 

No PS com a mudança de liderança para António Costa é importante que defina a sua política de alianças : recentemente esteve no congresso do Livre e é uma sinal mas não passa disso. Por outro lado, a forma cautelosa e sem hostilizar Marinho e Pinto que formou o PDR ( Partido Democrático Republicano) pode querer dizer alguma coisa no futuro. Tudo depende do score eleitoral nas próximas eleições legislativas do Livre e do PDR.

 

Dificilmente o PS em próximas eleições legislativas, se vencer, terá maioria absoluta.Assim terá que pensar em fazer alianças com outras forças políticas para ter um governo com maioria parlamentar. O BE e o PCP já rejeitaram uma possível aliança pós – eleitoral . Uma das questões que se vai colocar é saber o modo como o PS vai estabelecer essa política de alianças que pode ser de incidência parlamentar ou de natureza governativa.

 

Como António Costa é perito em acordos e entendimentos , assim aconteceu na CM Lisboa com Helena Roseta e Sá Fernandes pode-se antever algo semelhante para um futuro governo de Portugal.

 

Será interessante ver como reage o PSD e o CDS a esta eventualidade pois ainda não definiram se vão coligados ou em listas separadas às próximas eleições. Será definido no primeiro trimestre do próximo ano um eventual acordo e o candidato a Presidente da República.

 

O CdP continua  os debates deste ano, que se iniciaram  com Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças do governo de  José Sócrates, em seguida, Carlos Barbosa, presidente do ACP, Arménio Carlos, líder da CGTP, António Capucho, ex- PSD,  Henrique Neto, empresário e ex-deputado do PS e Marcelo Rebelo de Sousa ex-líder do PSD e Ribeiro e Castro ex-líder do CDS.

JJ

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1 -Segundo a Visão a Gaianima (à época em extinção) fez um par de ajustes directos com duas agências de comunicação gémeas: Next Power e Boston Media. A ideia era: por cerca de 70 mil euros divididos em oito prestações mensais, a primeira faria as despesas de assessoria da própria Gaianima, a produção de cinco filmes sobre a dita, além da comunicação das 24 horas de Karts e do evento Porto Wine Fest. Por seu lado, a Boston Media assegurava, através de outro contrato, a divulgação noticiosa dos eventos acima descritos, a cobertura de todas as conferências de Imprensa da Câmara de Gaia e, pelo menos, uma actividade semanal do município. A empresa gizara ainda um mix editorial e comercial, tendo como barriga de aluguer o Porto Canal. A Boston garantia um elemento da Gaianima no painel de comentadores da estação no mínimo uma vez por mês e a presença de Gaia nos programas Porto Alive (cada 15 dias), e Territórios (uma vez por semana). O contrato, neste caso, valia menos, mas continuava a ser, no mínimo, simpático: 48 mil euros + IVA, também dividido por oito prestações mensais. Juntos, como então noticiou o Público, os ajustes directos somavam cerca de 130 mil euros.

2 - Depois de ler isto compreende-se por que o Porto Canal nunca convide Joaquim Jorge e o Clube dos Pensadores para estarem presentes em estúdio. Tudo gira à volta de dinheiro para se ter relevo, influência ou importância. Compreende-se que sejam uns e não outros. No fundo, sempre os mesmos, os que têm dinheiro ou arranjam dinheiro, nem que seja público de todos nós.Por isso cada vez acho mais importante a RTP assumir um verdadeiro serviço público. Mario Vargas Llosa afirma que o futuro da democracia passe por heróis discretos. Completamente de acordo, o elogio ao sacrifício dos cidadãos que lutam todos os dias com enorme valentia, honestidade e humildade. São eles que fazem uma terra, uma nação. Não aparecem na televisão e nos jornais mas que fazem muito para que valha a pena viver neste país.

3 - Noutro registo percebe-se para quem está atento a estas nuances, por exemplo, um jornal tem publicidade de um município e depois haja imensas noticias desse município.

4 - Ao que vejo e percebo só tenho agradecer a grande parte da comunicação social dar eco do que faz o Clube dos Pensadores. O Clube não tem dinheiro mas tem massa cinzenta.

5- Vão começar as obras de regeneração das dunas do litoral de Gaia destinadas à reconstrução dos regeneradores dunares da orla costeira, que no início do ano, foram severamente afectados pelo mau tempo.

6 - Para além das protecções dunares seria importante rever todo o passadiço. Um destes dias ao andar no passadiço vi gente a cair devido às traves de madeira estarem a alturas diferentes tornando-se um obstáculo e fazendo com que as pessoas tropecem e caiam. Não se pode andar a caminhar sempre a olhar para o chão para se evitar uma queda. Se acontecer um acidente grave quem é o responsável?

7- Seria importante rever todo o passadiço essencialmente na zona entre o Alex e Aguda. O ambiente é importante mas em harmonia - pessoas que gostam de andar ao ar livre, mar, praia, dunas, etc.

 

8- Uma das razões para o passadiço estar desnivelado foi o temporal do ano passado, mas também o seu uso, e as bicicletas que teimam em passar num passadiço que é para peões e não para ciclistas. Por outro lado é importante a fiscalização em relação aos cães. Como mostra o placard é proibido cães no passadiço e na praia. A praia e o passadiço não podem ser a casa de banho de cães. Por que não espalhar por toda a orla marítima sacos de recolha de fezes? Como se faz em alguns jardins em várias cidades.

9- Por outro lado há zonas em que o passadiço não tem delimitações laterais para evitar quedas perigosas.

10 - A CM Gaia vai tentar cobrar taxa ambiental a postos de combustíveis. Valores vão de 1500 a 5000 euros por ano por posto pelo impacto ambiental negativo. Acho muito bem.

11 - Câmara cria Observatório para o Litoral. Isso não pode ser feito pela Universidade? Esperemos que não seja mais uma entidade que gasta dinheiro público sem efeitos práticos. Parece que a Câmara não tem dinheiro… mas afinal tem para o que quer ou acha importante.


JJ

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Depois de vencer Dilma Rousseff as eleições presidenciais do Brasil, em que  Eduardo Campos  morreu  na queda de uma aeronave. A causa deste acidente ainda está por deslindar , porém era um candidato fortíssimo do PSB. A campanha a partir daí foi diferente e teve outro rumo.

Não entendo tanta contestação nas ruas e deu em nada ou muito pouco. Fez tremer a Senhora mas aguentou-se. O Lula por trás a empurrá-la com todas as suas forças e saber.

O Brasil explodiu em protestos e manifestações de rua, que de uma reivindicação contra o aumento das tarifas dos transportes públicos evoluíram para um desabafo colectivo contra a politica institucional. 

Mais tarde, o regresso dos brasileiros à rua dias antes da abertura do Campeonato do Mundo de futebol, pareciam o prenúncio da mudança inevitável.

O desejo de mudança  dos brasileiros não teve a força ou organização suficientes contra os mecanismos da politica tradicional , do PT e PSDB: militância activa, o encosto dos governos estaduais e campanhas milionárias geridas por gente do marketing e experiência.

Os protestos que ameaçaram ser protagonistas não passaram de meros figurantes. Com o exemplo do que se passou no Brasil em que grassa a corrupção e os negócios obscuros parece que um regime democrático não tem saída.

Uma mudança no quadro constitucional  é praticamente impossível quer no Brasil quer em Portugal.

 

JJ

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Nos tempos que correm ninguém, ou muito pouca gente não usa um telemóvel para contactar e ser contactado. Eu conheço uma pessoa que não usa telemóvel, o cientista Sobrinho Simões mas não é por isso que não deixa de estar contactável. Felizmente ainda existe o telefone fixo.

O telemóvel passou a ser uma ferramenta de primeira necessidade com os inconvenientes que tem a sua falta. Passamos a estar teledependentes. 

Tinha um telemóvel Nokia Lumia 800, eu sei sou um parolo não tenho um IPhone, mas eu gosto mais do sistema operativo Windows similar ao que tenho no meu PC. O telemóvel teve um problema na entrada USB e comecei a pensar em trocar de telemóvel.

Como sou cliente Vodafone, pus a hipótese de adquirir um novo telemóvel pela troca de pontos pois ficaria mais acessível. Assim o fiz. Consultei o portal da Vodafone e liguei para o apoio cliente para ver quantos pontos tinha. Depois de ver os preços dos telemóveis optei pela compra online no Clube Viva de um Nokia Lumia 930. Para além, de me entregarem o telemóvel em casa gratuitamente, no prazo de dois dias usufruía de um desconto de 10% no seu preço final. Até aqui tudo bem, como tinha muitos pontos o telemóvel ficava-me quase por metade do preço. Contudo começou a minha aventura cheia de histórias e factos estranhos.

Para comprar só facilidades, porém o telemóvel tem naturalmente conversas importantes e imagens que são necessárias manter e passar para o novo telemóvel. Por outro lado ao já ter uma conta Outlook a passagem dos contactos sem perda de nenhum era um sossego e satisfação.

Ao falar com o operador enquanto fazia a compra via online e se inseriam os dados, o telemóvel Lumia 930 deixou de estar disponível na plataforma. O operador muito simpático ficou atrapalhado e procurou resolver o problema de uma forma profissional e interessada. Disse-me que iria tratar e mandou-me ir a uma loja oficial Vodafone que estava lá reservado o meu telemóvel.

Quando cheguei à referida loja o preço do telemóvel estava com mais 10% do que o valor acordado, isto é, não tinha o preço simpático via online.

Eu pergunto: Que culpa tem um cliente enquanto se processam os dados para efectuar a compra o telemóvel, este deixa de estar disponível?

Dirão: - Tiveste azar.

Certo mas esse problema não pode ser imputado a quem compra. Se está disponível e depois não está, o que há a fazer foi o que fez o operador. Para satisfazer o cliente mandou-o ir buscar a uma loja oficial.

Comecei-me a rir, devem estar a brincar comigo, tive que gastar o meu tempo, gasolina e ainda iria pagar mais pelo referido telemóvel. Pedi o livro de reclamações e mandei chamar o responsável pela loja, mostrando a minha indignação e argumentando com factos.

O referido responsável pela loja, no princípio, mostrou-se relutante e manteve o preço. Pela minha insistência e que iria fazer uma reclamação fundamentada por escrito. Acedeu, de uma forma inteligente, contornou o problema depois de efectuar várias diligências, lá me vendeu o telemóvel pelo preço acordado.

Sou cliente Vodafone, gosto da Vodafone e vou continuar a ser cliente Vodafone, até um dia. Disse para os meus botões finalmente tudo resolvido.

Pedi naturalmente para me passarem os dados do telemóvel antigo para o novo. 

Retorquiu o operador: - Isso tem um custo.

Perguntei: - Então isso não é de borla? Quanto custa?

Resposta pronta: -Tem que marcar um dia para o fazer. Passagem de contactos 5€, passagem de imagens e conversas 25€.

Dei uma gargalhada perante este absurdo. Como dizia Eça de Queirós o melhor perante tanta estupidez, a única crítica é a gargalhada. Sou cliente Vodafone com um tarifário contratual, no fundo, um bom cliente e ainda tenho que pagar para continuar cliente somente mudei de equipamento!

Lamento ter que dizer, mas as operadoras de telecomunicações vêem nos clientes um filão de caça ao dinheiro e usurpação sem a menor contemplação.

Decidi ir à Nokia que me fez o que eu precisava de forma gratuita. Mas não deixei de perder tempo, dinheiro para o fazer e incomodar-me. Vá lá que ainda penso…

JJ

 

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Mudança de Hora

24.10.14

 

 

Domingo, de madrugada pelas 02h00, os relógios vão atrasar uma hora e passam para as 01h00 em Portugal continental e Madeira, e das 01h00 para as 00h00 nos Açores. O inverno só começa em Dezembro, mas parece que é para nos lembrar que ele vem aí.

 

Sou completamente contra esta mudança de hora, tem influência no meu biorritmo de vida e ainda está por provar a eficiência desta medida. Esta mudança brusca, em que é noite mais cedo é deprimente.

 

Como sempre os valores economicistas estão por detrás desta medida, como quase todas as medidas que  regem as nossas vidas.

 

Vá lá que a mudança de hora passou a ser feita no último fim-de-semana de Outubro! Há uns anos, acontecia logo no último fim-de-semana de Setembro.

 

 A existência destes horários no espaço europeu é uma decisão da União Europeia como um todo e não uma decisão individual de cada país. Sempre a Europa!

Andamos há anos a falar na flexibilidade laboral e esta mudança de hora está subjacente,uma necessidade de uniformização, para permitir reajustar os horários de trabalho de forma a poupar energia.

A mudança é para aproveitar melhor a luminosidade do dia nesta época do ano, reduzindo o consumo de energia nos horários de pico e evitando o uso de energia gerada por termoelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidroelétricas

 

 Alega-se que há um impacto sobre a actividade diária das pessoas, sentem-se bem por trabalharem num período em que há mais sol, por se movimentarem ainda com a luz do dia.

 

Mas há o reverso desta alteração que é muitas vezes ocultada.

 

Se não houver adaptações para a mudança de horário, algumas pessoas podem apresentar cansaço, fadiga e até mesmo chegar à exaustão, dor de cabeça, desorientação, ansiedade, irritabilidade, indigestão, transtornos estomacais, insónias nocturnas e sonolência durante o dia são apenas alguns dos sintomas que perturbam muita gente em época de alteração de horários.

 

A recomendação para esta primeira semana de mudança de horário, as pessoas devem aumentar a ingestão de líquidos e fazer refeições leves. Também deve ser mantido o horário das refeições, para o cérebro se adaptar o mais rápido possível com a mudança. Se a pessoa está acostumada a tomar café às 7h, agora vai ter que tomar no mesmo horário, mesmo que ainda não tenha tanta fome.

A mesma táctica deve ser adoptada com o sono. Quem está acostumado a dormir às 22h, por exemplo, deve manter o horário, mesmo que ainda não tenha sono.

Como se comprova esta mudança é contra-natura, apesar de se alegar os horários escolares e as rotinas dos mais novos têm também um grande peso para a manutenção deste padrão horário.

Porém, tem impacto na forma como as pessoas conduzem e nos acidentes que existem, na  disposição das pessoas, que se reflecte no consumo de medicamentos.

Talvez fosse melhor deixar estar a hora ao ritmo normal e a mudança para o Inverno seria lenta, progressiva e sem tantos efeitos colaterais. A vida das pessoas não pode rodar à volta, sempre da economia.

 

JJ 

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No dia 9 de Novembro, cumpre-se 25 anos da queda do muro de Berlim. Tive o prazer de visitar Berlim ainda o muro existia e não era nada bonito ver uma cidade dividida em duas partes em que do lado ocidental parece que havia tudo e do lado oriental parece que não havia nada. A queda do Muro acabou com a guerra fria permitindo a reunificação da Alemanha. A cidade de Berlim ficava em território da antiga Alemanha Oriental e a cidade estava divida em duas: lado ocidental, um país com democracia; do lado oriental um país comunista. Perguntaram-me se desejava ir ao lado oriental, mas na fronteira todo aquele aparato militar e controle persuadiu-me a fazê-lo. Lamento pois poderia ter visto coisas que com os anos se foram diluindo.

 
Depois da queda do muro de Berlim provocada com as mudanças políticas no mundo comunista, parece que está na moda a construção de muros, num retrocesso sem precedentes. O primeiro foi o muro que Israel mandou construir para separar o país dos palestinianos, devido aos atentados bombistas. Os EUA aprovaram construir um muro de 1200 quilómetros na fronteira do México para evitar a imigração clandestina. Em Bagdad, uma vala de quatro quilómetros para separar as comunidades sunitas e chiitas. Estes exemplos são alguns do que se está a passar no Mundo inteiro – muros, barricadas, valas, grades, fossos e trincheiras; desde América, África, Ásia e agora na Europa. Estas divisões, cercando a liberdade, são um paradoxo, numa época de globalização, os capitais e as transacções comerciais podem mover-se livremente, porém os seres humanos não. Os muros ressuscitam uma política que pensávamos acabada com a guerra-fria.

 

Hoje é uma atracção turística, a Muralha da China foi erguida no séc. III a. C., para tentar salvaguardar naquele tempo, o brilhante Império, das invasões dos mongólicos e de outros povos setentrionais. Esta muralha a maior de todas, com a extensão de 6500 quilómetros.

Como sabem esta muralha não conseguiu proteger o seu regime, do vigoroso impulso dos seus vizinhos do norte e da influência Ocidental. Lamento que os políticos pensem mais nas próximas eleições do que nas próximas gerações.

Os muros permitem uma contenção temporal mas não definitiva, tornam-se vulneráveis e um dia desaparecem, sendo destruídos pelos cidadãos. Como diz Federico Mayor Zaragoza, ex-director-geral da Unesco e presidente da Fundação Cultura pela Paz: “a melhor vala seria um Plano Marshall à escala mundial que impulsionasse, o desenvolvimento agrícola, industrial, sanitário, cultural e educativo das zonas pobres e conflituosas do Planeta”.

Este isolamento claustrofóbico e abusivo de populações que vivem na miséria, sem emprego, em condições sub-humanas mais parece campos de concentração. Recentemente em Pádua, o presidente da câmara mandou construir um muro metálico no bairro “ La Sereníssima”, habitado por imigrantes africanos infestados de droga, prostituição e violência. A uma escala menor existem a proliferação de condomínios luxuosos por todo o Portugal. Como se fosse possível ter uma vida faustosa e de luxúria e cá fora gente no limiar da pobreza, a passar fome, excluída e analfabeta.

É necessário modificar este estado de coisas: os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Este é um muro não visível. Ainda não percebi como não houve um levantamento popular com consequências sociais efectivas. País de brandos costumes, eu diria de cobardes.

JJ

 

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Fiz uma leitura dos jornais em papel e online e do OE,  en passant . Esta quarta-feira recebi a informação da Ministra das Finanças em directo na televisão sobre o Orçamento de Estado para 2015, em que a austeridade vai aumentar apesar de passar a ideia de não haver aumento de impostos. As medidas de austeridade mantêm-se quase todas as que estavam em vigor. Medidas gravosas que têm implicação no dia-a-dia dos portugueses são o aumento da taxa sobre o combustível rodoviário. Paradoxalmente o barril de petróleo está a baixar para valores próximos dos 80 dólares. O aumento é de 2 cêntimos sobre gasolina, gasóleo e GPL.

 

Por outro lado é quase utópico que a receita do IVA e IRS cresça 4,4% para a sobretaxa do IRS cair de 3,5% para 2,5%. Para se fazer uma ideia, em 2014 a estimativa é que o IVA e IRS cresçam 3,5%, chegar aos 4,4% é muito difícil. O imposto sobre o tabaco e o álcool não me preocupam, não são bens essenciais, que se fume e beba menos.

 

Em relação à saída de 12.000 funcionários públicos é uma estimativa e tem que ser vista em conjunto com as aposentações, rescisões e requalificação. Na função pública há 553 mil funcionários. Entre 2012 e 2013 houve uma redução de 22.000 funcionários e nos últimos três anos a redução foi de 9,7% muito acima do estipulado de 2% ao ano.

 

As piores medidas são o aumento da eletricidade em 3,3% e o IMI que deixa para muita gente de ser aplicada a cláusula de salvaguarda.

 

Todavia uma coisa que me chamou à atenção foi o gasto do Parlamento e dos partidos políticos. A despesa global da Assembleia da República no próximo ano será de 105 milhões de euros. O custo com a campanha eleitoral de 2015 pelas eleições legislativas será de 7,4 milhões de euros. A subvenção para os partidos políticos será de 14,85 milhões de euros.

 

Gostava de saber o custo global para manter um governo, este governo de Portugal?

 

Há entidades autónomas que terão um gasto de 10,7 milhões; a ERC custará em 2015, (1,73 milhões de euros); a Provedoria da Justiça (5 milhões); CNE (1,7 milhões); CADA (Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos), (774 mil euros); CNPD (Comissão Nacional de Protecção de Dados), (1,16 milhões); Comissão Nacional de Ética para a Ciência da Vida (288 mil euros).

 

Não levem a mal, mas acho muito dinheiro para um país tão pobre e que corta nos idosos e na saúde. Isto não é populismo é a verdade dos factos. A nossa democracia e o seu funcionamento ficam muito caro ao erário público.

 

O futuro da nossa democracia passa por uma política de exemplo e na primeira pessoa. O Estado tem serviços imprescindíveis mas outros nem tanto. Entendo por imprescindível: saúde, ensino, despesas sociais, água, luz, combustíveis, e pouco mais.

 

O Estado tem que dar o exemplo e na primeira pessoa no corte do seu funcionamento e gestão. Isso não passa somente no corte dos funcionários públicos de base. Deve começar pelo corte dos funcionários públicos da Administração Central e Local que parecem duas vacas sagradas e intocáveis. Corte na aquisição de bens e serviços, viaturas, comunicações, estudos, pareceres, projectos, consultadoria, assim como despesas de apoio para se fazer política.

 

JJ

 

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O IRS não vai baixar este ano por via da sobretaxa do IRS (3,5%), porém em 2015, para os funcionários públicos será realizada a reposição de 20% do corte salarial. Nunca percebi porque os funcionários públicos têm que pagar um ónus acrescido por esta crise, sendo nós todos portugueses. No caso do BPN e do BES, bancos privados, quem deve pagar por esse rombo nas contas públicas deve ser, na mesma linha de pensamento os privados. Enfim ! Este é um exemplo paradigmático mas poderia referir outros tantos. Portugal é um todo e estamos todos no mesmo barco. Penso eu!

O governo para tentar salvar a face do que foi dizendo e acalentando esperanças aos portugueses que saíram goradas. Engendrou uma solução absolutamente caricata. O governo repõe em 2016, prometendo reembolsar uma parte da sobretaxa se houver aumento adicional da receita dos impostos em 2015. O governo está a contar para este ano de 2014, que a receita fiscal ascenda a 36.981,8 milhões de euros, um valor 3,2% acima do inicialmente projectado.

Se, o resultado do combate à fraude e evasão fiscal for superior a um determinado patamar isso reverterá a favor dos contribuintes numa redução da sobretaxa, quando for feita a liquidação do imposto em 2015, que é uma coisa que só acontece em 2016.

Se, sempre o "se", conjunção integrante que significa um facto do qual depende algo, isto é, temos reembolso se houver maior receita fiscal, que não sabemos o valor que o governo vai estipular e não sabemos qual vai ser a previsão do governo.

Por outro lado se recebermos reembolso, só se efectuará em 2016, que já é feito por novo governo saído das eleições legislativas de Setembro de 2015.

Vamos então pensar em termos práticos. O governo este ano prevê uma entrada de 36.981,8 milhões de euros mais 700 milhões de euros do que previsto. Se fosse aplicado este ano de 2014 a solução com eventuais reembolsos , esses 700 milhões de euros seriam devolvidos aos contribuintes.

Estamos vinculados à receita fiscal conseguida em 2015. Não acho esta solução transparente, segura. É imprevisível , incerta e de comprovação muito difícil.

Por fim, como é habitual em quem governa este país atira para o futuro governo o cumprimento desta medida. Sempre foi assim e será no futuro. Quem vier a seguir que resolva.

Será mais uma discussão barulhenta com grandes parangonas nos jornais, mas inconsequente para os bolsos dos portugueses.

JJ

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Este Governo perdeu o rumo e dá a sensação que se arrasta até às eleições legislativas em Setembro de 2015.

Passou a ideia e fez alarde, que poderia baixar o IRS em um ponto percentual na sobretaxa, passando de 3,5 para 2,5 por cento. Todavia a expectativa criada saiu completamente defraudada e gorada.

Os portugueses pensarão:

- Tantas horas de reunião, este sábado, para nada ou quase nada na vida dos portugueses!?

Descobriram uma maneira de baixar os impostos: a sobretaxa do IRS só desce em 2016 se as receitas fiscais ajudarem.

Por outras palavras, os portugueses pagarão menos impostos se roubarem menos o Estado. Isto é, pelo crescimento da economia não vejo jeito, mas pelo combate à evasão fiscal, dando o doce da lotaria das facturas, acredito.

O Governo, em vez de anunciar mais cortes na Administração Central e saneamento financeiro da Administração Local, vulgo Câmaras Municipais que são um cancro de despesa permanente, efectiva e lesiva dos cidadãos.

Opta, como sempre, por sobrecarregar o desgraçado do cidadão comum que não pode fugir ao fisco vivendo do seu trabalho.

Este Governo, perante o que disse ao longo da legislatura, não pode, não deve, baixar os impostos. Pois não se safa de ser acusado de eleitoralismo. Mas poderia tentar, por uma vez, tornar a máquina do Estado mais eficiente e menos gastadora.

É muito mais necessário professores e pessoal auxiliar numa escola do que tantos funcionários a amontoarem-se pelos gabinetes governamentais e Camaras Municipais.

 

Eu não entendo o que se passa na política. O que mais interessa aos

cidadãos, aos votantes, é que os políticos lhes aliviem os seus problemas imediatos. O défice é um assunto nacional, mas é preciso combinar esse assunto com os problemas concretos dos cidadãos: pouco dinheiro nos bolsos, apoio na saúde, educação, etc.

A corrupção e a desigualdade são flagelos que preocupam os portugueses. Mas outra questão não menos importante é a incapacidade dos nossos políticos para resolverem os nossos problemas e porem-se de acordo na resolução desses problemas.

Desta forma surge a anti-política e que os nossos políticos vão todos embora é um desejo veemente, expresso por muita gente das mais variadas formas, em manifestações de rua, em escritos, comentários, não indo votar, votando em branco, etc.

Os políticos seguem hoje como ontem e em anos passados, com os seus absurdos, suas falácias, suas frases desconexas e vácuas, as suas minúsculas querelas que quase ninguém dá importância e que a imprensa dá uma importância desmesurada.

 

Não há democracia que resista a este tipo de protagonistas. Temos que sair deste armário. Acho que vamos acabar mal, muito mal. Não sei se com a formação de novos partidos vamos lá e se são muito diferentes dos que existem, com os mesmos vícios. A minha decisão é não votar para perderem legitimidade, é um voto de protesto consciente por omissão.

A minha frustração é enorme e só votarei por uma política de exemplo e preconizada por quem fale na primeira pessoa.

 

JJ

 

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Alenka Bratusek

10.10.14

 



Alenka Bratusek fez batota e o Parlamento Europeu rejeitou-a como comissária. Alenka Bratusek era primeira-ministra da Eslovénia e nomeou-se a si própria quando estava de saída do Governo.

A democracia tem destas coisas surreais. Em Portugal faz-se as coisas com mais subtileza mas não deixam de ser parecidas. Um ministro que tutele determinada área passa-se para uma empresa privada com quem estabeleceu contratos e fez negócios de Estado.E, por vezes, não tem o descaramento de se nomear a si próprio, mas pede a alguém para o fazer. Nomear os amigos antes de sair do cargo é apanágio da maioria dos governantes deste país.

Não me recordo de tanto descaramento. Em democracia tudo é possível. Por isso é que são precisos mecanismos de  controle e prestação de contas perante identidades isentas e imparciais.

Neste caso, qualquer comissário é questionado , durante audições de três horas, pelas comissões das pastas que deverão ter. É analisado o seu domínio de dossiers e o sua acção anterior.

Por exemplo, Tibor Navracsics, húngaro, que estava indigitado para a pasta de Cultura, Educação e Cidadania, foi chumbado. Pelo facto de ter sido pessoalmente responsável por uma lei de imprensa que dificultava a vida aos jornalistas tornou-o desadequado e inaceitável na área da Cidadania.

A democracia se for devidamente escrutinada consegue coisas bonitas como estas. É preciso em democracia válvulas de segurança, não chega votar.

 

JJ

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