Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 



Este domingo venceu claramente o Syriza e Alex Tsipras, os gregos votaram num programa, num partido, num líder que prometeu o fim da austeridade. Tendo como uma das suas bandeiras contratar os funcionários públicos que foram despedidos, reposição dos cortes salariais e das pensões,aumentar o valor do subsídio de desemprego e do salário mínimo . Por fim renegociar a dívida.

Agora é que vão ser elas! Ou cumpre o que prometeu ou é o fim desta esperança e de uma aventura que se vai desmoronar. Estou à espera de ver o que diz a Europa e a Sr.ª Merkel. Os portugueses também aspiram por estas reivindicações , no fundo, repor o que perderam partir de  2010.

O que se passar na Grécia vai ter impacto no sul da Europa ( Portugal, Espanha, Itália )mas também no centro da Europa.( França, Alemanha). 

JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dia da Grécia

25.01.15

 




Hoje a Grécia decidirá o seu futuro e de certa forma o futuro da Europa e das relações dos seus membros. A politica de austericídeo , obstinada e colérica mais os sucessivos erros do euro estarão hoje escrutinados. Alex Tsipras, líder do Syriza, está obrigado a cumprir as promessas com o seu eleitorado ( contra a austeridade e reestruturar a dívida). Vamos ver se vence com maioria ou precisa do apoio de outras forças políticas. Paradoxalmente se não vencer com maioria tem mais margem de manobra em relação ao que prometeu e depois  não pode cumprir.

Hoje é o dia da Grécia, do processo de construção europeia que pode estar em causa . Estarão também a ser escrutinados o tandem Merckel e Sarkozy que conceberam esta política . Hoje é o dia da verdade ou do fim...

JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

 



 
O relatório da OCDE divulgado esta semana no Education Policy Outlook 2015 é mais do mesmo e não traz nada de novo.

Salienta que, em Portugal, um em cada três alunos com 15 anos já chumbou, 34 por cento dos alunos portugueses ficaram retidos pelo menos uma vez aos 15 anos, quando a média na OCDE se fica nos 15 por cento.O relatório salienta que no caso das retenções custam dinheiro e são muito pouco eficazes na recuperação dos alunos.

Portugal, depois do 25 de Abril, andou quase sempre mal em muitas áreas. Abandonámos a agricultura e agora estamos a voltar à terra, abandonámos o mar e agora voltamos à pesca, acabámos com o ensino profissional, de novo, estamos a voltar aos cursos vocacionais com uma componente prática maior, que têm que ver com a nossa realidade social, em que haja procura no mercado do trabalho. É imperativo uma maior articulação entre escolas e empresas.

Hoje, já 41 por cento dos jovens portugueses estão inscritos em cursos de ensino profissionalizante (desde os profissionais aos vocacionais criados por Nuno Crato). A média na OCDE é apenas ligeiramente superior: 44,5 pontos percentuais.

Por outro lado, de acordo com os dados de 2011, 58 por cento dos adultos portugueses entre os 25 e os 34 anos tinham pelo menos o 12º, enquanto na OCDE a média ascende aos 82 pontos percentuais. No que respeita ao ensino superior, o valor para Portugal é de 28 por cento, contra uma média nos países da organização de 39.

Eu acho que há em Portugal licenciados (doutores) a mais e deveria haver mais cursos intermédios e profissionais. É necessário oferecer cursos que sejam relevantes para a sociedade portuguesa. Se eu precisar de um serralheiro, picheleiro, jardineiro, etc., tenho muita dificuldade em arranjá-los. Todavia se tiver um problema no meu computador não falta um informático que me ajude a resolver o problema.

Articular a oferta com a procura. Eu sei que ter um diploma de ensino superior contínua a ser uma vantagem, o facto é que o desemprego entre os licenciados portugueses é o dobro do que se regista lá fora: 10,5 contra uma média de 5 por cento.

Sempre disse que vivemos num país de doutores e engenheiros, em que as pessoas fazem alarde do seu título académico. Somos um povo vaidoso e convencido, pensando que por termos um canudo somos mais do que os outros, ou somos alguém. Tivemos um ministro que caiu porque quis ser doutor à força, outro formou-se ao domingo, etc.

Depois temos enorme massa de desempregados doutores, outros estão empregados nas caixas de muitas empresas, outros balconistas. Tanto se investe na formação para desempenhar profissões que nada têm que ver com a sua profissão desejada.

Somos um país de pindéricos, a armar ao fino, cheio de salamaleques e de pavões, novos-ricos e doutores julgando sempre que somos mais do que os outros e que vivemos lá de cima do nosso pedestal. Enquanto não mudarmos esta mentalidade do armanço, que temos um canudo, dinheiro, motorista e carro, cartão de crédito, não vamos lá.

É necessário mudar de paradigma na educação. Apostar no ensino profissional, mas por outro lado as profissões que emanem desses cursos sejam relevantes e reconhecidas socialmente. Temos que estreitar as distâncias entre um médico e um enfermeiro, entre um professor e um auxiliar de educação, entre um engenheiro e um encarregado de uma obra, entre um juiz e um oficial de justiça, entre um picheleiro e um licenciado.

O reconhecimento social será fundamental para que os pais não queiram que todos os filhos sejam licenciados mas tenham um curso importante no contexto social, emprego, e o mais importante, uma profissão e sejam felizes.

Eça de Queirós dizia: “todo o Ministro que entra - deita reforma e coupé. O Ministro cai - o coupé recolhe à cocheira e a reforma à gaveta.”
O ministro Nuno Crato, ao querer aumentar a oferta do ensino profissional, faz bem. Todavia, a componente obrigatória de 12 anos de escolaridade é muito longa e seria melhor que a partir do 9.º ano de escolaridade os alunos seguissem outra via.

A educação em Portugal deve ser um desígnio nacional e quando chega um novo ministro não deve querer mudar tudo, já chega de reformas. Temos que parar com experiências e tudo querer mudar em tempo relâmpago. O que se deve fazer é procurar incrementar as medidas tomadas, fazer ajustamentos, mas como tronco comum a estabilidade. Um aluno que entre para o 5ºano mantenha as regras até ao 12ªano e não andar a mudar a meio desse percurso. Saber por onde pode optar nessa caminhada.

Mais tarde fazer um estudo científico devidamente elaborado e atestado em premissas práticas e académicas para analisar as medidas tomadas e a sua evolução.
 
JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Por um lado sou Charlie Hebdo, defendo a liberdade de expressão, pensamento e direito à crítica. Não é legítimo querer que a cultura ocidental, berço da liberdade e da democracia, renuncie ao exercício desses valores, que comece a impor censura e limites à liberdade de expressão. Estabelecer temas proibidos e renunciar a um princípio fundamental da cultura da liberdade: direito à crítica. Fazê-lo sem ter medo de represálias de qualquer tipo.

 

Não poder exercer essa liberdade de expressão, pelo humor, de uma maneira irreverente e crítica é coarctar a liberdade de expressão.

 

Contudo, por outro lado, não sou Charlie Hebdo porque a liberdade deve ter alguns limites. Não se pode dizer tudo e escrever tudo que nos apetece. Deve haver princípios de postura e conduta.

 

De outro modo, muitos líderes que desfilaram na épica manifestação de Paris, nos seus países os jornalistas, os bloggers são sistematicamente perseguidos, por exemplo, no Egipto, Turquia, Rússia, Emiratos Árabes Unidos, etc. Isto mostra alguma incoerência e hipocrisia.

 

A prisão em França do humorista Dieudonné por ter publicado no seu Facebook uma mensagem dizendo: " Sinto-me Charlie Coulibaly", juntando o nome do jornal (Charlie) ao apelido do assassino de quatro pessoas no supermercado judaico (Coulibaly). Mostra à saciedade que a liberdade de expressão em França não é assim tão livre.

 

Esta detenção leva a questionar os limites de liberdade. Porque é que Dieudonné é atacado, ao passo que Charlie Hebdo pode fazer primeiras páginas sobre religião? A pergunta foi feita por inúmeros franceses e escrita pelo Le Monde.

 

Eu defendo a liberdade de expressão mas condeno o fanatismo, a violência e o incitamento ao ódio. Todavia acho que deve haver bom senso, evitar acicatar ânimos e o uso de expressões ofensivas que incitem à violência.

 

Talvez cada jornal ou meio de comunicação social deva ter códigos éticos de conduta, no fundo, auto-regular os limites da sua liberdade de expressão.

 

Sou a favor da coexistência pacífica entre o mundo ocidental e oriental evitando expressões ofensivas, difamatórias e discriminatórias

 

Reconheço que os desenhos do Charlie Hebdo podem ofender mas não matam, todavia não posso idolatrar os jornalistas do Charlie Hebdo, ao ridicularizarem o profeta Maomé com caricaturas, porque tenho que ter um mínimo de respeito por pessoas com credos e fés diferentes.

Pode ser uma boa ocasião para aprender algo e meditar: pode-se ser crítico sem ser-se ofensivo. Esta linha ténue que separa a liberdade de expressão e a ofensa.

 

JJ

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

PARIS

11.01.15

 

Hoje estarei em Paris, virtualmente, na marcha silenciosa de solidariedade para com as vítimas dos atentados dos últimos dias.

A marcha, que juntará vários quadrantes políticos, intelectuais e religiosos de França, tem início marcado para as 15:00 (14:00 em Lisboa) e parte da Praça da República, percorrendo diversas artérias até terminar na Praça da Nação.
Sou a favor da liberdade de expressão e pensamento , assim como o direito à critica. Este Clube foi fundado tendo como sua génese estas premissas.
Em várias ocasiões tentaram coarctar-nos esse direito de reunião e de opinião.  A mais mediática , com Miguel Relvas , na altura um super-ministro, em que eu queria saber onde o Estado iria cortar os tão famosos 4.000 milhões de euros. Até hoje ninguém me explicou e não foram cortados.
De outra vez, houve uma ameaça de bomba com a presença de Jerónimo de Sousa. Por fim, uma manifestação aquando da presença de Paula Teixeira da Cruz,  Ministra da Justiça, contra o governo. Apesar destes incidentes os debates acabaram sempre por decorrer dentro da normalidade.
Fui atacado e criticado de uma maneira xenóbofa e inadmissível.Mas também apoiado, com inúmeras palavras de incentivo ( a maioria).
Há o direito de reunião que é o que acontece habitualmente no Clube dos Pensadores, que o faz periodicamente, de uma forma livre, aberta, plural e transversal à sociedade. Porém, esse direito, no fundo, foi violado pelo direito de manifestação.
Não se pode impedir  o direito de exprimir e divulgar livremente o pensamento pela palavra ou escrita.
A liberdade de expressão não pode impedir outros de se exprimirem e tornar-se uma agressão a outros valores. A liberdade de expressão não se impõe silenciando os outros.
O que aconteceu no Clube dos Pensadores foi uma tentativa de boicote, ora por manifestação, ora por ameaça de bomba. Não me parece ser um bom princípio, porque permite, a partir daí, tudo.
Noutra escala absolutamente dramática,em França, está em causa a própria democracia com este atentado terrorista. Não há o direito de matar alguém somente porque não se concorda com as suas ideias.

JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

José Mourinho é assim e não muda. A sua passagem pelo Real Madrid foi a menos conseguida, pelos clubes por onde treinou, e sempre que pode, não deixa de enviar recados. Depois ainda ficou pior, o seu sucessor venceu a tão ambicionada Liga dos Campeões - a décima- como os madrilenos gostam de dizer.

Não me posso esquecer que foi José Mourinho que acabou com a hegemonia do Barcelona de Pep Guardiola que parecia inatingível e invencível, mas os problemas com alguns jogadores fez com que tivesse uma saída prematura e extemporânea, e não, uma saída " à Mourinho" depois de ganhar tudo. Faltou-lhe a Liga dos Campeões, ficou-se pelas meias-finais. Não tenho dúvidas que vários jogadores espanhóis lhe fizeram a vida negra encabeçados por Iker Casillas e Sergio Ramos. Todavia o trabalho realizado por Carlo Ancelotti tem sido meritório e sem espaventos de triunfalismo. Noutro registo, menos intempestivo e controlador, em cordialidade e sem imposições conseguiu, o que Mourinho não foi capaz de almejar.

Carlo Ancelotti não é um técnico de rupturas, mas de uma forma inteligente aproveita muito bem o trabalho feito, antes de ele chegar e adapta-se à massa futebolística que tem no seu balneário. Esta sua versatilidade tem-lhe dado títulos e prestígio. Mas cada um é como é.

José Mourinho deve quanto a mim preocupar-se com o seu Chelsea que está na frente, mas já teve um maior avanço, no Boxing Day empatou fora, Southampton - Chelsea 1-1. O Manchester City seu perseguidor não aproveitou para encurtar distâncias, também empatou mas em casa, Manchester City - Burnley 2-2.

Os jogadores do Real Madrid tendo à cabeça Casillas e Ramos não devem reagir e querer vingança num possível confronto na Liga dos Campeões. Mourinho após a vitória sobre o West Ham disse: "estou feliz e eu amo os meus jogadores, é algo que eu tinha perdido". Não disse mentira nenhuma e isso não pode dar azo a que alguns jogadores queiram um jogo com o Chelsea pensando que são favas contadas e que já ganharam. Muito cuidado, pois Mourinho é mestre em vencer quer no plano táctico quer no plano psicológico. Eu no lugar do Real Madrid estava calado e respeitava um dos treinadores mais prestigiados do Mundo.

Mourinho em Madrid nunca se sentiu querido nem cómodo no dia-a-dia. Por outro lado, Carlo Ancelotti, muito bem disse que a chave do sucesso do Real Madrid: "Ganhar ajuda a ganhar. Esse é o segredo do Real Madrid". Mas atenção pode começar a perder e depois é que vão ser elas…

O Real Madrid, o ano que passou se não tivesse vencido a Liga dos Campeões tinha tido uma época para esquecer, o campeonato espanhol foi para o espectacular Atlético de Madrid de Diego Simeone. E, Ancelotti o ano passado esteve com um pé fora de Madrid. Devemos relativizar as coisas, no futebol o que hoje é verdade, amanhã é mentira. Mas num embate do Real Madrid com o Chelsea ou o Bayern de Munique sinceramente não sei se o Real Madrid vence. A derrota perante o Milão 2-4 é um aviso à navegação, apesar de se ter tratado de um amistoso.

JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

 



Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores (CdP) procura ter personalidades, não ligadas à política, sempre que lhe é possível. Já teve gente ligada ao ambiente, à música e ao desporto.

As pessoas estão muito cansadas de ppolítica e é uma forma de debater outros assuntos de interesse social.

Deste modo, conseguiu a presença de um cientista de renome mundial, Sobrinho Simões,professor catedrático de Anatomia Patológica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.  Actualmente é o director do IPATIMUP(Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto) que recentemente comemorou 25 anos. O debate é dia 12 de Janeiro, segunda-feira pelas 21h30 , no Hotel Holiday Inn em Gaia. 

O tema em agenda: Nova Medicina.

Sobrinho Simões no documento preliminar da sua intervenção que enviou ao CdP resume este tema da “Nova Medicina” como: «a Medicina do séc. XXI – a tal nova medicina – caracteriza-se por uma mudança do paradigma profissional, por “novas” doenças, por “novos” doentes e por uma novíssima ciência médica inundada por algum fundamentalismo geneticista. São todas estas “novidades” que iremos discutir, procurando perceber os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, através de perguntas como:

  1. a) A medicina é mais arte, ou mais ciência? Que tal chamar-lhe profissão?
  2. b) O que é que nos “explica” melhor? Os nossos genes ou a nossa circunstância?
  3. c) Como lidar com as doenças? Descodificando o genoma, tomando remédios, ou…?
  4. d) Que tal apostarmos na literacia e na mudança de estilo de vida para assegurar a prevenção das doenças, em vez de acreditar que poderemos vir a viver mais de cem anos graças à terapia personalizada?».

Com a Nova Medicina e a consequente possibilidade do aumento da esperança de vida tem implicações no SNS (Serviço Nacional de Saúde) e nas Pensões de Reforma. É necessário reequacionar a idade da reforma e o cálculo das pensões. Actualmente em Portugal a idade da reforma é de 66 anos, e teve um aumento abrupto a partir de 2005, beneficiando uns e prejudicando outros. A idade da reforma vai subir para os 66 anos e dois meses em 2016,  tendo em conta o novo factor de sustentabilidade, que reflecte a evolução demográfica e a esperança média de vida. A idade da reforma na Alemanha, passará gradualmente dos 65 para os 67 anos, no período entre 2012 e 2029.

Não tenho dúvidas que no futuro seja  necessário aumentar a idade da reforma para além dos 67 anos, devido à sustentabilidade da segurança social. Com o aumento da esperança de vida, a idade de reforma situar-se-á nos 70 anos perante a baixa taxa da natalidade e os custos do sistema de protecção social.

Se a Nova Medicina conseguir que muitos cidadãos evitem  reformar-se antecipadamente, porque estão demasiado doentes para trabalhar será um passo importante no mercado laboral e na mudança de paradigma em relação à vida activa das pessoas.

JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

 
Recebi um texto de uma pessoa que se identificou mas pediu para não pôr a sua assinatura. Vale a pena ler, a sua opinião, sobre a entrevista de José Sócrates.
 
 
"Depois da entrevista de José Sócrates à TVI feita à socapa e sem ordem do juiz Carlos Alexandre. Ao ler-se a entrevista e as acusações que José Sócrates faz sobre a justiça e todo este processo. Chego a uma conclusão: o criminoso é o juiz e a justiça é ignóbil. José Sócrates é o inocente e nada fez.
Alguém de bom senso e depois de tudo que se passou no nosso país acredita nisto!? Estão a tentar atirar areia para os olhos dos portugueses, para deixarem de ver realmente o que se passou.

A pressão sobre a justiça e sobre o juiz deste processo a começar por Mário Soares e todos os correligionários socialistas é infame e inaudita. Vale o que vale são socialistas, é o mesmo que em tribunal uma pessoa de família ser testemunha de defesa num processo. É revitalizado e dado um desconto.

A tentativa descabida e feroz de  incapacitar, desqualificar,  inutilizar e proibir este juiz e a justiça fazer o seu trabalho é de bradar aos céus.

Tudo isto é caricato, ridículo, grotesco e burlesco.

Depois queixem-se que este país não vai para frente e não sai da cepa torta. Com estas posições de José Sócrates -  vingança e revanche -, ainda vai arranjar com que o PSD ganhe as próximas eleições. E, a justiça que estava pelas ruas da amargura e não funcionava e não se viam resultados, volte à estaca zero. 

José Sócrates que esteja caladinho e peça desculpas aos portugueses pelo mal que lhes fez e pelo quanto os prejudicou."

autor deste texto devidamente identificado 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

Uma das formas de se recuperar a confiança dos cidadãos será a alteração do financiamento dos partidos políticos. Como costumo dizer, a nossa democracia fica muito cara aos cidadãos. Como se vê pela abstenção, a maioria dos cidadãos não se revê nos partidos e desconfia de contas aldrabadas e corruptas.

Vem isto a propósito da campanha eleitoral para a Presidência da República levada a cabo por Manuel Alegre, pessoa que reconheço idónea e impoluta. Como a campanha não decorreu da melhor forma ficando muito aquém dos objectivos traçados, Manuel Alegre terminou a campanha para as eleições presidenciais de 2011 com uma dívida de 422 mil euros para pagar e só o conseguiu fazer graças a uma conta solidária, que arrecadou metade do valor, e ao PS, que pagou o resto.

Este desfecho foi revelado pelo Tribunal Constitucional que diz que não há informação sobre como foram feitos esses pagamentos e que a lei eleitoral tem um buraco na legislação que a impede de controlar quem dá dinheiro aos candidatos, no caso de estes ficarem com dívidas.

Caso haja lucro, os candidatos são obrigados a devolver o excedente ao Estado, caso haja prejuízo, a responsabilidade cabe ao mandatário financeiro e ao candidato e não há mais relação nem com a Assembleia da República (que paga as subvenções) nem com o Tribunal Constitucional (que não pode fiscalizar além campanha). Na primeira candidatura presidencial de Manuel Alegre, em 2006, houve lucro pela enorme votação e o excedente foi entregue ao Estado.

A questão que se põe será alterar a lei do financiamento para eleições locais, regionais e nacionais, para tornar as candidaturas partidárias e independentes em igualdade de circunstâncias. A democracia tem o dever moral de permitir que um cidadão concorra pelas suas boas ideias e não porque tem dinheiro, ou apoio dos partidos ou apoios muitos deles opacos e transviados. Se houver irregularidades no financiamento das campanhas esse candidato não deveria poder tomar posse. Finda a campanha eleitoral, e o respectivo controlo por parte da ECFP [Entidade das Contas e Financiamento dos Partidos], em tempo aceitável, antes da tomada de posse desses cargos, não passado muito tempo e por vezes anos.

Controlo apertado de donativos, caso provenham de pessoas colectivas, são um financiamento proibido e implicaria a exclusão do candidato. É necessário saber-se de onde vem o dinheiro.

É importante a publicação num site de campanha dos dados de donativos e gastos. Em relação ao financiamento dos partidos, é importante o conhecimento das subvenções, quotas e donativos. Por outro lado, nos tempos que correm de profunda austeridade, os partidos deveriam ser proibidos de contraírem dívidas na banca.

A crise de credibilidade dos partidos políticos poderá ser ultrapassada pela constante prestação de contas e de uma relação contínua com os cidadãos com mecanismos de transparência. Como diz o provérbio; «quem não deve não teme», nada a esconder, tudo límpido. Deste modo a confiança aos poucos poderá voltar.

Uma das estratégias para recuperar a credibilidade seria alterar a lei do financiamento dos partidos e campanhas eleitorais.

A política deve deixar de viver de donativos e de empréstimos bancários. Por outro lado, as subvenções devem ser reduzidas ao mínimo.

Este é caminho, numa altura em que se exige aos cidadãos elevados esforços financeiros, os políticos também devem dar o exemplo.

JJ

Autoria e outros dados (tags, etc)

comentários

comentários

Mensagens



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


calendário

Janeiro 2015

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031