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25 de ABRIL

26.04.15

 

 

 

Vivi o 25 de Abril, ainda era muito novo, tinha 16 anos. Nunca andei metido em política, este meu interesse apegou-se-me, muito mais tarde.

Repudio qualquer forma de ditadura e nunca negociarei a minha liberdade. Se vivesse numa ditadura com toda a certeza teria problemas com o poder vigente. Teria que emigrar ou procurava ajudar a derrubar esse poder tirano.

Como dizia Winston Churchill: " A democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras que foram experimentadas".

O que tem acontecido depois de 41 anos de democracia é mau demais para ser verdade. Dizer que a democracia está em crise não é novidade, há muito que se diz que a democracia está doente. Todavia a democracia sempre demonstrou a sua força e capacidade de adaptação, a democracia já sofreu enormes transformações. A democracia nunca foi um assunto exclusivo de eleições, leis e procedimentos, precisa de confiança e legitimação. As democracias europeias basearam-se na liberdade de expressão, equilíbrio entre poderes e de controlos institucionais. A nossa democracia não fugiu à regra. Para a maioria de nós, democracia era sinónimo de modernização, crescimento económico e realização pessoal. 

Porém actualmente nada disto se passa. O controlo sobre as pessoas é cada vez maior, o equilibro de poderes é uma balela. Há a força dos poderes financeiros e os controlos institucionais falham. As desigualdades sociais, geracionais e entre grupos sociais crescem sem parar. Há problemas relacionados com a democracia, com a sua vitalidade, com a sua capacidade para satisfazer as necessidades dos cidadãos, com o medo, com a corrupção. A democracia, que queremos que seja, não é esta, e muito menos como vai ser

Não se pode meter a mão no que é de todos. É preciso ter uma guia para educar a sociedade. A corrupção não tem que ver com a instrução mas com a moralidade.

Há que educar a sociedade, em que o que é público é sagrado. Que não se pode meter a mão no que é de todos. O problema que temos é que alguém pense que o dinheiro de todos não é de ninguém.

Esta sociedade é injusta e deve ter a segurança que a justiça funcione como parte do sistema.

O delito é a principal violação do direito dos demais quando é contra as Finanças Públicas é contra o dinheiro de todos.

A democracia tem que fazer valer que qualquer cidadão tenha uma vida livre, autónoma e essencialmente digna. O pior delito é o que toca a dignidade.

Como dizia Sá Carneiro, “os portugueses têm o direito de saber, naturalmente, para onde vamos e quando chegaremos". E não me canso de dizer que é preciso criar um ministério de Entendimento. Os políticos têm que se entender e terem um compromisso nacional. Há uma aridez e virulência no conflito ideológico muito grande. A dificuldade dos portugueses se entenderem e fazer acordos é gritante. Há uma tendência para a deslegitimação do outro que é surpreendente.

Como refere Lula da Silva, “a política, nos momentos difíceis, deve reunir as pessoas competentes para tomar decisões em comum». Estamos a viver um momento muito difícil: crise de regime, crise económica e crise de valores. E estou de acordo com o que dizia Martin Luther King, «o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".

Se não nos pusermos de acordo para mudar esta democracia e fizermos o favor de nos incomodarmos com este estado de coisas, a democracia vai sucumbir.

JJ

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Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores ( CdP), convidou Manuela  Moura Guedes, para estar presente no dia 30 de Abril ( quinta-feira) , pelas 21h30 , no Hotel Holiday Inn em Gaia.
 
O CdP faz política  sem estar na política, mas sempre que pode procura ter convidados de outras áreas. O mês de Abril pode-se considerar, «o mês do feminino». Depois de receber Joana Amaral Dias, tem presente Manuela Moura Guedes , um rosto conhecido da televisão, com um estilo peculiar, directo e polémico marcando a apresentação de telejornais em Portugal . Foi apresentadora do Jornal Nacional – 6.ªfeira na TVI, onde utilizava a frase que marcou a sua carreira: "Boa Noite, eu sou a Manuela Moura Guedes".
 
Actualmente é apresentadora na RTP1 do popular concurso Quem Quer Ser Milionário? e participa no programa Barca do Inferno que debate assuntos da actualidade de forma irreverente, descontraída e por vezes provocatória.
 
Na altura, a suspensão do Jornal Nacional de sexta-feira caiu como uma bomba na vida política nacional. Para muitos, a decisão da administração da Media Capital foi um acto de censura, que visava calar uma voz incómoda para o Governo de José Sócrates no caso Freeport . Este, por seu turno, disse não ter tido qualquer influência nesse afastamento.
Há coisas do destino e passados uns anos, José Sócrates deixou de ser primeiro-ministro e está em prisão preventiva em Évora, por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. Ao invés, Manuela Moura Guedes que tinha sido afastada do Jornal Nacional da TVI, voltou a fazer televisão.
Recentemente, Manuela Moura Guedes desistiu da queixa-crime por difamação que tinha apresentado contra José Sócrates .Em causa neste processo judicial estavam declarações de José Sócrates que alegadamente difamavam Manuela Moura Guedes por uma série de notícias sobre a conduta do então primeiro-ministro.
Essa queixa-crime contra Sócrates foi apresentada depois de o então primeiro-ministro ter dito, numa entrevista em 2009, que o Jornal Nacional da TVI era uma “caça ao homem” e que a jornalista fazia “jornalismo travestido”. Nessa altura estava no auge a polémica do caso Freeport. A TVI elaborou e emitiu diversas peças que envolviam o então primeiro-ministro no processo de licenciamento daquele outlet comercial junto ao Tejo, em tempo recorde e numa área que antes estivera classificada como zona protegida. Segundo esses trabalhos da TVI, Sócrates teria tido um papel nesse licenciamento enquanto fora ministro do Ambiente no governo liderado por António Guterres.
Será um debate , sobre a actualidade política , sobre a vida de Manuela Moura Guedes, mas será incontornável  falar-se de José Sócrates. Ainda mais , porque estamos em período pré-eleitoral e Manuel Maria Carrilho disse que, "António Costa devia propor a expulsão de Sócrates do PS". Por outro lado, há um certo embaraço e incomodidade no PS sobre este tema. As sondagens indicam que o PS não descola do PSD e a sua vitória não está garantida.
O CdP recentemente recebeu António Costa que esteve muito bem no debate, com elevação, sem ataques pessoais, pela positiva  ,sem promessas vãs e com muitas cautelas no seu discurso . Se António Costa  libertar-se do aparelho do partido, aguentar a pressão para escolher na hora certa o candidato presidencial depois das várias  negas de António Guterres, pode ter um bom resultado eleitoral.
 
Clube dos Pensadores 

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O debate com Joana Amaral Dias foi muito interessante e com um discurso diferente.
Mas, para além da presença, de Joana Amaral Dias foi aparentemente insólito, contudo pedagógico, a presença de Nuno Ramos de Almeida,fundador do AG!R e activista do movimento «Que se lixe a troika», sendo mentor das várias "grândoladas"  pelo país, tendo uma delas, culminado com a interrupção do ex-Ministro Miguel Relvas no Clube dos Pensadores . Essa manifestação ficou famosa pelo eco na imprensa desse protesto, e depois, pela consequente queda do Ministro Relvas.Por outro lado, gerou uma acesa discussão na sociedade portuguesa, por colocar em causa o direito de reunião ao ser feita uma manifestação num local livre e aberto à opinião diferente.

Passada esta fase, ver lado a lado, Nuno Ramos de Almeida e Joaquim Jorge não deixa de mostrar algo em democracia, não muito comum em Portugal: tolerância; respeito pelo outro; princípios; valores; educação; sem ressentimento.

Foi muito agradável falar com Nuno Ramos de Almeida e perceber, no fundo, tudo o que se passou na altura. Por fim, do seu novo projecto no Ag!r.

Boa sorte e foi um prazer ter alguém no Clube, que não tinha muito boa impressão deste espaço devido a um dos nossos convidados. Registamos por parte de Nuno Ramos de Almeida, até, palavras de simpatia e apreço por este projecto. Bonito!

CdP

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Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores ( CdP) convidou Joana Amaral Dias para estar presente no dia 13 de Abril , segunda-feira, pelas 21h30 , no Hotel Holiday Inn.

O CdP continua a ouvir e a debater com personalidades distintas e com pensamento diverso no espectro político português.

Joana Amaral Dias foi uma destacada militante do Bloco de Esquerda (BE) : deputada à Assembleia da República e fez parte da Mesa Nacional do BE. Mais tarde começaram as divergências e o afastamento com o BE, por ter apoiado Mário Soares à presidência da República em 2006 e pela possibilidade de poder integrar as listas do PS às eleições legislativas em 2009.
Em Maio de 2014,acabou por se desfiliar do BE.

Recentemente Joana Amaral Dias formou o grupo político Agir. O Agir vai concorrer às próximas eleições legislativas coligado com o PTP ( Partido Trabalhista Português) e mudou a sua designação para PTP/Ag!r ( com ponto de exclamação no lugar do i). As listas vão incluir Joana Amaral Dias e Nuno Ramos de Almeida dinamizador do Ag!r e do movimento ‘”Que se lixe a troika”,que esteve por detrás da célebre manifestação do “ Grândola Vila Morena” no Clube dos Pensadores em que o ex-ministro Miguel Relvas foi interrompido e levou mais tarde à sua demissão.
Joana Amaral Dias tem um discurso : contra a corrupção; direito a escolher o modelo económico; salvaguarda dos serviços públicos; somar gente à democracia.

É importante unir camadas sociais e politicas diferentes. Todavia parece-me que a esquerda está muito fragmentada. Se o PS de António Costa vencer as próximas eleições e não tiver maioria absoluta vai precisar de somar e não de dividir. O problema é que grande parte da população sente-se excluída do processo democrático e não consegue reconhecer-se no leque de representação. À esquerda do PS , existe o BE, o PCP, o Livre e agora o PTP/Ag!r.

Este ano de 2015 , passaram pelo CdP, Sobrinho Simões, Rui Rio , Miguel Cadilhe no 9.ºaniversário e recentemente António Costa.

CdP

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Esta semana estive ao telemóvel a falar  com Pinto Soares , director do Jornal de Matosinhos. Teceu rasgados elogios ao Clube dos Pensadores e eu agradeci  a publicação das actividades do Clube com o destaque que tem dado. Apercebo-me das dificuldades de um jornal independente e que não está dependente do poder. 
Lamento como mamedense  e por inerência matosinhense, que possa dar-se o caso, do  desaparecimento do Jornal de Matosinhos . 
Se isso acontecer, será uma perda irreparável. Já me chega ter vivido em S. Mamede e sentir, que era Trás-os -Montes de Matosinhos, em que só se liga e olha para o mar e se esquece e ignora quem é mais do interior. Agora não haver imprensa local é o fim.

Uma cidade como Matosinhos com mais de 100.000 habitantes, não pode existir sem imprensa regional, massa critica e diversidade de opinião. A Rádio Clube de Matosinhos, desapareceu e deixou de dar voz a quem é da terra, o jornal MatosinhosHoje desapareceu. Por este andar poderá desaparecer o Jornal de Matosinhos. Um que se vai aguentando é o Noticias de Matosinhos, mas a sua periodicidade é mensal.
É importante haver um jornal semanal em Matosinhos, isento, independente e que dê voz aos anseios dos cidadãos.
Todos nós sabemos como estas coisas se fazem a nível local. As instituições públicas, a começar pela câmara quando o que é escrito não lhes agrada mandam cortar na publicidade. Há publicidade institucional paga pelos impostos dos cidadãos matosinhenses que deve ser distribuída equitativamente pela imprensa local, e não , favorecendo uns em detrimento de outros.
Fico triste e lamento se o Jornal de Matosinhos desaparecer.  O seu director Pinto Soares é um decano da imprensa ,mas  mais do que isso, um oráculo que vai fazer 90 anos. Penso que deveria ser tratado de outra forma. Se Matosinhos ficar sem imprensa torna-se uma cidade amorfa, sem poder reivindicativo e sem massa cinzenta. Acho que Guilherme Pinto será o último a querer tal coisa , como bom democrata que é.
A democracia tem destas coisas, com a crise instalada fala mais alto o dinheiro e quem não nos contraria. Lamento!
 
JJ 

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António Costa

02.04.15

 




António Costa, ao vir ao Clube dos Pensadores (CdP), demonstrou sagacidade e que nem sempre liga ao aparelho partidário.
Um líder subjugado por um aparelho partidário tem os dias contados. Essa tarefa não é fácil. Esteve muito bem no Clube dos Pensadores, a falar para a sociedade civil, para os cidadãos, sem ser num registo comicieiro e para socialistas ansiosos de poder. Foi uma boa jornada de esclarecimento e de opinião.

Apercebi-me na organização da presença de António Costa, de algum amadorismo e desconhecimento, de quem o acompanha, para onde vinha e, como se desenrolam estas actividades do Clube. E, da importância da sua presença.

António Costa veio de propósito de Lisboa para o debate. Mas notei que alguns socialistas do PS Porto que  tentaram colar-se a ele, e vir na onda para estarem no jantar privado no clube. Alguns não conseguindo disfarçar desagrado e incomodidade, pela presença no Clube, só demonstrando como estão desfasados da realidade e como se deve fazer política no futuro.

Ora bem, o CdP realizou um jantar privado e restrito com convidados habituais devidamente organizado e planificado. Não é em cima da hora que se pode vir jantar ou fazer-se de convidado.

Se algumas pessoas queriam vir ao jantar com Joaquim Jorge e António Costa, pegavam no telefone e ligavam a pedir para estarem presentes. Ou, já que se dizem tão próximos de António Costa falavam com ele e António Costa bastava dizer-me que vinha A, B ou C. Porém isso não aconteceu.

António Costa, e bem, como convidado limitou-se a fazer-se acompanhar do seu assessor.

O CdP respeita muito toda a gente, mas exige que o respeitem. No Clube não há gente de primeira e de segunda, há gente educada, respeitosa e cordial que se entende para que um debate decorra da melhor forma. Os cargos, os doutores, os pseudo- importantes ficam à porta da entrada deste Clube.

Por outro lado, Joaquim Jorge convidou expressamente Orlando Gaspar porque é alguém que representa muito para o PS Porto, sendo um oráculo socialista com uma experiência e um savoir faire que deveria ser aproveitado. Porém não me parece que assim seja.

O PS Porto está dividido em coutadas de Manuel Pizarro, José Luís Carneiro, etc., o que é mau para o partido e para a sua imagem. Todos querem aparecer na fotografia e dizerem que estão com António Costa mais do que todos os outros, apesar de muitos até há pouco tempo serem Seguristas convictos. Mas o cheiro a poder tem destas coisas, incompreensíveis para pessoas como eu, que tem coluna vertebral e defendem ideias e valores, e não, lugares.

 António Costa esteve muito bem, percebendo para onde vinha e da importância da sua presença. Confidenciou-me antes do debate se iniciar que poderia abdicar dos 15 minutos de intervenção inicial e começar logo com as perguntas da plateia. Acho-o uma pessoa cordial, educada e para quem não vale tudo na política, a começar por ataques pessoais. Fez bem não falar de assuntos internos portugueses no estrangeiro, como aconteceu recentemente em França. Fez bem também perante uma plateia de chineses, não dizer mal de Portugal. Há questões nacionais que estão acima de questões partidárias. António Costa é socialista, mas antes disso, é português e tem deveres patrióticos.
Fez bem, recentemente, recusar responder a uma jornalista para dar a sua opinião sobre as dívidas fiscais de Pedro Passos Coelho.
Fez bem, no caso Sócrates, não empolar a situação, deixando isso para a Justiça. Só demonstra mestria e sensatez.
A uma pergunta que lhe fiz durante o debate: «O que achava de se criar um Ministério do Entendimento, entre políticos portugueses? Um Ministério de Compromisso Nacional»? Há uma aridez e virulência no conflito ideológico muito grande. A dificuldade de os portugueses se entenderem e fazer acordos é gritante. Há uma tendência para a deslegitimação do outro que é surpreendente.

António Costa concordou referiu, como exemplo, os debates no Parlamento nada edificantes e que os debates quinzenais  muitas vezes transformam-se em duelos em que parece que tem que haver um vencedor, e não, troca de argumentos. Dando outro exemplo, que também contribui para esta crispação, os debates na televisão, em frente-a-frente.
Eu estou plenamente de acordo, e até, acho que os debates no Parlamento deveriam voltar a ser mensais em vez de quinzenais. Não vejo necessidade da presença do Primeiro-Ministro de quinze em quinze dias no Parlamento. Penso ser mais necessário um Primeiro-Ministro no Parlamento, quando lá vai, não fugir às perguntas dos deputados e respectivas interpelações.
 
Esta quarta-feira no debate quinzenal o líder parlamentar do CDS-PP acusa PS de "sonsice política" , depois do que António Costa disse no Clube dos Pensadores. A coligação PSD/CDS não esteve bem. Primeiro, ao referir-se a António Costa que não é deputado na Assembleia da República e desse modo não se pode defender. Segundo,a vida politica
não é  exemplo nenhum, no plano do confronto verbal e pessoal, antes pelo contrário, sendo por vezes vergonhosa,indecente, imoral e difamatória. 
 
Na política não pode valer tudo. Sou a favor do debate de ideias com elevação e educação sem ataques pessoais. Pode-se divergir de uma pessoa no plano de ideias, no plano político, mas nada tendo contra essa pessoa. António Costa até deu como exemplo, que se dá muito bem com Rui Rio, apesar de serem de famílias políticas distintas e terem ideias diferentes em alguns aspectos.
 
Eu, em Gaia, também me apercebo que o presidente da CM Gaia confunde as minhas opiniões e críticas para o bem de Gaia com ataques pessoais e na linha da sua pessoa. Neste debate no Clube dos Pensadores esteve presente Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal da CM Gaia. Já me disse várias vezes muito bem do Clube e que é um adepto da cidadania, só lamento que no aniversário do Clube dos Pensadores, não digo ter estado presente, mas se dignasse enviar um SMS, a dizer qualquer coisa. A política precisa de acabar com pessoalização, mas nunca deixar de ter boas maneiras.
 
JJ

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