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O BE lançou hoje uma campanha sobre a adopção por casais do mesmo sexo, que foi recentemente confirmada no Parlamento depois do veto do Presidente da República, da qual faz parte um cartaz com a palavra "Igualdade" e um suporte que está a circular na Internet e nas redes sociais com a imagem de Jesus Cristo e se lê "Jesus também tinha 2 pais".

Esta lei foi reconfirmada sem alarido e naturalmente. Eu sou tendencialmente a favor que uma criança tenha Pai e Mãe , contudo socialmente já assisti e li ocorrências de maus tratos de crianças pelos seus pais biológicos, que não me repugna nada que uma criança seja adoptada por um casal do sexo masculino ou um casal do sexo feminino. O importante é que essa criança seja bem tratada e feliz.

O BE deveria regozijar-se pela aprovação da lei, este cartaz é infeliz e acicata os ânimos. Não era preciso , não havia necessidade, como dizia o Diácono dos Remédios figura criada por Herman José.
O recurso ao humor, por vezes, vira-se contra nós. Veja-se o que se passou, a outro nível, com as caricaturas de Maomé.

Acho este cartaz descabido e pode ser entendido como uma afronta. Muitos crentes são a favor da adopção gay e não devem ter gostado desta imagem.

Esta lei da adopção gay foi aprovada, vamos deixá-la fazer o seu caminho e ver a sua aplicação prática. O resto é excessivo e fere sensibilidades.

JJ

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Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores ( CdP), convidou Nuno Melo para estar presente dia 15 de Fevereiro ( segunda-feira), pelas 21h30, no Hotel Holiday Inn em Gaia.

Depois dos sucessivos e contínuos debates com vários candidatos presidenciais em que recebeu Sampaio da Nóvoa, Henrique Neto, Maria de Belém, Paulo Morais, Edgar Silva e Marisa Matias. Seguiu-se um período de pausa e o retomar dos debates, de novo, em modo mensal.

Nuno Melo uma figura incontornável do CDS, que esteve para ser candidato a líder do CDS, mas abdicou e apoia Assunção Cristas. Deu várias razões para desistir de concorrer à liderança do CDS: sempre cumpriu mandatos; o líder do CDS tem de estar no Parlamento para debater com o primeiro-ministro; evitar que o CDS se balcanize.

Deste modo, deixou o caminho livre a Assunção Cristas, deputada e ex-ministra da Agricultura.Todavia a maior razão foi a influência de Paulo Portas, como figura tutelar para evitar divisões internas no CDS , após a sua saída. Paulo Portas  quis assegurar um CDS coeso e unido para ter mais força no futuro.

Nuno Melo é actualmente eurodeputado, e por si, passará o futuro do CDS no pós-Paulo Portas em conformidade com Assunção Cristas.

Nuno Melo, já esteve no CdP em 2010, na altura que se destacou na comissão de  inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a supervisão bancária inerente.

O  CdP  é  um espaço de reflexão, aberto, para lá das fronteiras físicas e ideológicas. O CdP convida ao debate público, como forma de conhecer figuras políticas: as suas ideias; o estilo; o léxico; a cultura; a capacidade de reacção perante o dissenso e perguntas não alinhadas.

Portugal é um país pouco dado a debates, ao intercâmbio sereno de ideias e pareceres. Há debates mas é no Parlamento e nas tertúlias na televisão.

 Joaquim Jorge

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Portugal, depois do 25 de Abril, andou quase sempre mal em muitas áreas.

Abandonámos a agricultura e agora estamos a voltar à terra, abandonámos o mar e agora voltamos à pesca, acabámos com o ensino profissional e estamos a voltar aos cursos vocacionais com uma componente prática maior.

Hoje, já 41% dos jovens portugueses estão inscritos em cursos de ensino profissionalizante (desde os profissionais aos vocacionais). A média na OCDE é apenas ligeiramente superior: 44,5%.

Por outro lado, de acordo com os dados de 2011, 58% dos adultos portugueses entre os 25 e os 34 anos tinham pelo menos o 12º ano, enquanto na OCDE a média ascende aos 82%. No que respeita ao ensino superior, o valor para Portugal é de 28%, contra uma média nos países da OCDE de 39%.

Em Portugal há licenciados (doutores) a mais e deveria haver mais cursos intermédios e profissionais. É necessário oferecer cursos que sejam valorados para a sociedade portuguesa. Se eu precisar de um serralheiro, picheleiro, jardineiro, etc., tenho muita dificuldade em arranjá-los. Todavia, se tiver um problema no meu computador, não falta um informático para o arranjar.

É preciso articular a oferta com a procura. Eu sei que ter um diploma de ensino superior continua a ser uma vantagem. O facto é que o desemprego entre os licenciados portugueses é o dobro do que se regista lá fora: 10,5 contra uma média de 5%. Vivemos num país de doutores, em que as pessoas fazem alarde do seu título académico. Somos um povo pretensioso e snobe, pensando que por termos um canudo somos mais do que os outros.

É necessário mudar de paradigma na educação. Apostar no ensino profissional, mas por outro lado as profissões que emanem desses cursos devem ser relevantes e reconhecidas socialmente. Temos que estreitar as distâncias entre um médico e um enfermeiro, entre um professor e um auxiliar de educação, entre um engenheiro e um encarregado de uma obra, entre um juiz e um oficial de justiça, entre um picheleiro e um licenciado.

O reconhecimento social será fundamental para que os pais não queiram que os seus filhos sejam “doutores”, mas tenham um curso respeitável no contexto social e, mais importante, uma profissão - e sejam felizes.

Eça de Queirós dizia: “Todo o ministro que entra - deita reforma e coupé. O ministro cai - o coupé recolhe à cocheira e a reforma à gaveta”. Agora acabaram com os exames do 4º e 6º ano.

A educação deve ser um desígnio nacional. As regras para um aluno que entre para o 1º ano devem manter-se até ao 12º. Andar a mudar a avaliação a meio do seu percurso não é correcto.

JJ

*texto publicado no ECONÓMICO a 8/01/2016

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António Costa este fim-de-semana num encontro com militantes disse o seguinte:"Usem mais transportes públicos, deixem de fumar e moderem recurso ao crédito."

Para mim é mais importante que me restituam o meu salário , equivalente a 2010. Deste modo com o dinheiro do meu lado, eu administro-o como entender. Bem diferente se não estiver do meu lado. 

Por outro lado os aumentos, fazem-me recordar uma frase : "a minha inflação não é igual há tua.".

Isto é, se eu não quiser sentir significativamente os aumentos ando menos de carro, não bebo ( eu por acaso não bebo) , não contraio empréstimos ( só compro se tiver dinheiro) e não fumo ( nunca fumei).

Estes aumentos , serão significativos para quem usa muito o carro, bebe, fuma e gosta de comprar coisas a crédito. Eu não, deste modo, a inflação para mim não é significativa e o dinheiro fica do meu lado e eu faço como achar melhor.

Esta coisa dos aumentos vulgo inflação não é igual para toda a gente. Nem afecta por igual todos os portugueses.

JJ

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Perante esta noticia : "O empresário José Veiga, conhecido pelas suas ligações ao futebol e agora relacionado com bancos em África, Paulo Santana Lopes ( irmão de Pedro Santana Lopes), e uma advogada portuguesa foram detidos na manhã desta quarta-feira pela Polícia Judiciária por crimes de corrupção no comércio internacional, branqueamento de capitais, tráfico de influências, participação económica em negócio e fraude fiscal".


Ligaram-me muitos amigos e amigas (sabendo que sou seu amigo) que Pedro Santana Lopes  estava implicado nestes hipotéticos crimes. Às vezes fico perplexo com tanta falta de rigor e maledicência. Vamos lá ver as coisas com calma. O nome Santana Lopes associa-se a Pedro Santana Lopes , todavia tem irmãos. Quem está indiciado é Santana Lopes mas chama-se Paulo Santana Lopes.

Por outro lado, é abusivo e lamentável utilizarem o nome  de Pedro Santana Lopes . Eu tenho uma irmã e, se ela for indiciada, eu nada tenho que ver com esse assunto. 

Ter um grau de parentesco não implica que se seja conivente ou indiciado ou acusado do que quer que seja.

Recordo-me em tempos longínquos que o meu pai tinha uma empresa e as coisas correram mal. Nunca mais me esqueci, do olhar de muita gente como se eu fosse culpado e estivesse implicado no que se passou com o meu pai. Nessa altura estudava, bem longe, e nunca tive responsabilidades na empresa. Enfim! Mentalidade portuguesa sobre o alheio e a vida dos outros, em vez de olharem para a sua vida. 

JJ

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