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Joaquim Jorge, fundador do  Clube dos Pensadores (CdP), convidou Rui Rio para estar presente num debate, dia 6 de Junho, segunda-feira, pelas 21h30  no Hotel Holiday Inn em Gaia.

Rui Rio é economista, foi Presidente de Câmara do Porto, destacado dirigente do PSD em que foi secretário-geral do PSD, com Marcelo Rebelo de Sousa e vice-presidente com Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite.

Rui Rio já tinha estado no CdP em Fevereiro de 2015. Nessa altura era apontado como sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD. A recusa de avançar baseou-se no argumento que não tinha cabimento disputar a liderança a alguém que era líder do PSD e Primeiro-Ministro do  Governo de Portugal.

Mais tarde, foi apontado como candidato presidencial. Mas também se afastou dessa disputa. Todavia, Rui Rio é uma reserva moral do PSD e dos portugueses.

Muitos portugueses e muitos sociais-democratas acalentam a esperança que Rui Rio, um dia, lidere o PSD e Portugal. A sua prestação na CM Porto e na  vida pública demonstra um perfil do gosto de muita gente: austero, poupado e equilibrado.

Rui Rio, no recente congresso do PSD, em Abril, foi criticado por não ter estado presente, para marcar a sua posição.  Contudo alegou que não queria interferir no Congresso, com a sua presença.  

Conotado  como crítico em relação à política seguida por Pedro Passos Coelho, antes no governo, e agora, na oposição. Há sectores no PSD , passados dois meses do Congresso que começam a dar sinais de algum mal-estar e de descontentamento em relação à liderança de Pedro Passos Coelho. A popularidade de Assunção Cristas já é mais alta do que a de Passos Coelho, de acordo com as sondagens mais recentes. Por outro lado, o PS ganha vantagem sobre o PSD.

A boa relação que mantém com António Costa é entendida, se um dia for líder do PSD, a possibilidade de entendimentos e acordos com o PS.

A regeneração da política passa pela elaboração de um código de boas práticas e de várias reformas: lei eleitoral; poder judicial; poder económico; partidos políticos; administração; educação.

A política portuguesa tem falta de exemplos, excesso de  privilégios, impunidade, enxameada de escândalos económicos, dificuldade de separação entre política e justiça, etc..

O CdP este ano de 2016, já recebeu: a ex-candidata presidencial do BE, Marisa Matias; Nuno Melo, eurodeputado do CDS; Daniel Bessa, economista, pelo seu 10.º aniversário ; Assunção Cristas, líder do CDS/PP. Está a encetar diligências para receber a curto prazo  Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores. Em relação, a Catarina Martins está-se a tornar mais complicado com a realização  da X Convenção do BE, em Junho.


Joaquim Jorge

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Barcelona

20.05.16

O Barcelona é um justo vencedor da porventura  melhor liga do mundo, ou de certeza, da que tem os melhores jogadores do mundo.

 

Soube aguentar a pressão na parte final do campeonato, depois de se deixar apanhar pelos dois rivais: Real Madrid e Atlético Madrid. Sofreu uma grande quebra anímica após a eliminação na Liga dos Campeões frente ao Atlético, mas conseguiu levantar-se e ser campeão.

 

É o sexto título em oito temporadas. O êxito actual pode-se atribuir ao seu tridente atacante: Neymar, Suárez e Messi. Suárez foi consagrado o melhor marcador da liga espanhola e virtualmente da Bota de Ouro. Todavia a presença de Messi é fulcral, deixou de ser tão goleador, mas converteu-se num jogador volante, que arma o jogo, decide com as suas deambulações e assistências mortais, que são meio golo. Messi tem 28 anos e está mais jogador de equipa, é uma referência e o fio condutor do Barcelona. A sua presença não é garantia de vitória, como se viu na selecção Argentina, ou em alguns momentos, no Barcelona. A eliminação do Barcelona na Liga dos Campeões mostrou um Messi muito desinspirado e anulado pela tenacidade dos homens de Simeone.

 

Messi é um dos melhores solistas do mundo e herdeiro do legado da forma de jogar de Cruyff. Os técnicos vão entrando e saindo no Barcelona, como Guardiola ou Luis Enrique, mas adaptam-se à maneira de Messi jogar, estar no jogo e de o entender.

 

O Barcelona desde que tem Messi conquistou oito ligas contra três do Real Madrid e uma do Atlético Madrid. Messi tem um estilo de jogar que, seja fora ou em casa, é reconhecido em todo o mundo.

 

A sua presença já não é somente na área mas em zonas mais recuadas para ter espaço e lançar os seus golpes. É um jogador que deixou de ser um avançado fixo, para ser um avançado volante, jogando em todos os sítios. Como sabe ler o jogo do adversário, consegue estar na melhor zona para fazer mossa ao adversário.

 

O Real Madrid ficou em segundo lugar, mas teve uma época irregular, melhorando com Zidane na parte final. Ronaldo, o profeta do golo, marcou 51 golos. É a sua sexta temporada que atinge a marca superior a 50 golos. É obra! Uma proeza sem precedentes na história do futebol. Apesar da sua performance individual, não é traduzida em títulos. Ronaldo marca golos faça sol ou chuva, no verão ou no outono, no inverno ou na primavera.

 

O Real Madrid precisa de vencer a final da Liga dos Campeões para salvar a época. O Barcelona pode vencer a Copa do Rei contra o Sevilha e fazer a dobradinha.

 

Nota: O Benfica foi um justo vencedor apesar do fantasma de Jorge Jesus. As escolhas de Fernando Santos para o Euro'2016 são, mais ou menos, o que se esperava.

 

JJ

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Nesta época atípica quer da política quer do futebol. Em que um candidato presidencial nos EUA, como Donald Trump concorre à Casa Branca dizendo mais dislates que os seus antecessores todos juntos. Esta semana, acabou de ser eleito Sadiq Khan,um muçulmano para "mayor" de Londres.

Em Espanha o Podemos continua a marcar agenda política com o seu sensacional resultado e a impedir que haja um governo em Espanha. Em França a Frente Nacional está em vias de dominar o espectro político francês. Em Portugal o BE tem surpreendido com as suas performances no feminino.

No futebol português, já há muitos anos que o Sporting não dava um rugido tão grande, estando na luta pelo título até ao fim. Em Espanha o Atlético de Madrid está na final da Liga dos Campeões depois de vencer o Barcelona e o Bayern de Munique. Lutou quase até ao fim, taco-a-taco pela liga espanhola. Em Inglaterra contra todas as previsões o Leicester City venceu a Premier League inglesa.

Rompe-se a ordem estabelecida e contra todos os prognósticos, numa clara demonstração que no futebol a sorte nem sempre está determinada nem comprada.

Na política triunfam os indivíduos e os partidos que menos se espera graças à sua própria luz, mas também ao cinzentismo dos seus rivais.

O Leicester em Inglaterra é o exemplo paradigmático do insólito que foi esta façanha. Uma coisa é ganhar um jogo ou uma eliminatória, outra, bem mais difícil, é vencer uma competição com 38 partidas em que é necessário demonstrar uma consistência e solidez impressionantes. No seu jogo comandado por Claudio Ranieri sobressaiu a disciplina, a garra e a solidariedade.

Mas o êxito do Leicester foi o fracasso de equipas como Manchester United, Arsenal, Manchester City e Chelsea. Teoricamente eram mais fortes mas não o demonstraram em campo. Os seus jogadores jogaram sem garra e parecia que estavam a jogar juntos pela primeira vez.

Em Portugal o Sporting demonstrou vontade e querer vencer. O Porto demonstrou uma pálida imagem do que tem sido nos últimos anos.

Em Espanha o Barcelona na hora da verdade claudicou e deu uma imagem pobre do que é capaz. Messi deixou de ser o desequilibrador e Neymar, apesar de somente ter 24 anos, parece querer seguir os maus exemplos dos brasileiros Ronaldo e Ronaldinho, dedicando-se a jogar mais fora do campo que dentro.

O Real Madrid com Zidane redefiniu-se, repensou-se e modificou-se, mas não é o mesmo de Ancelotti.

O Atlético de Madrid é a versão turbo do Leicester, ainda com mais disciplina, garra e solidariedade. Não deslumbra mas o seu coração leva-o quase ao céu.

Estamos numa época atípica em que deslumbra quem não se espera. Quer na política quer no futebol é emocionante o que se está a passar.

Vivemos uma época de magnífica imprevisibilidade e de mudança.

JJ

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Valentino Rossi

08.05.16

 

Hoje no MotoGP em França assisti a uma corrida impressionante de Rossi que estava mal classificado ( 7.º),na pole position, partiu mal e teve várias contratempos no início de corrida.

Rossi parece o Niki Lauda da Fórmula 1, que vinha de trás, e por vezes, ainda ia a tempo de vencer corridas contra o espanto de todos.

Todavia foi galgando terreno e fazendo uma corrida de trás para a frente e terminou em 2.º lugar. A ultrapassagem a Marquez foi o delírio em Le Mans.

Continua em terceiro na classificação geral, mas agora, somente a 12 pontos do novo líder Lorenzo.

JJ

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